Homem e mulher foram condenados a 14 anos de prisão. Apontado como executor dos disparos foi absolvido
Um homem de 28 anos e uma mulher de 27 foram condenados pelo Tribunal do Júri por mandar matar o empresário Paulino Turazzi Júnior, em Araranguá, em agosto de 2024.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime foi motivado por uma dívida que a vítima tinha com o casal.
Os dois foram condenados a 14 anos de reclusão pelo homicídio, qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima, além de seis meses de detenção por fraude processual.
Ambos tiveram negado o direito de recorrer em liberdade e devem iniciar imediatamente o cumprimento das penas.
O crime aconteceu pouco depois da meia-noite de 10 de agosto de 2024.
Paulino estava em seu estabelecimento comercial, um pub e conveniência, quando um homem entrou no local e efetuou quatro disparos contra a cabeça do empresário, que morreu no local.
Após os tiros, o autor saiu rapidamente do estabelecimento e ainda disparou para o alto e em direção aos clientes. Um homem foi atingido no tórax, mas sobreviveu.
Segundo a acusação, o casal participou do planejamento da execução.
Entre as provas apresentadas está a compra do veículo usado pelo atirador, feita pelos próprios réus poucas horas antes do crime.
Mensagens trocadas entre o casal e Paulino também mostraram cobranças relacionadas à dívida nos dias que antecederam o homicídio.
Após o crime, o veículo utilizado na ação foi incendiado na tentativa de eliminar vestígios, o que levou à condenação dos réus também por fraude processual.
Apontado como executor é absolvido
O homem apontado durante a investigação como executor dos disparos foi absolvido pelo Tribunal do Júri.
O próprio Ministério Público pediu a absolvição por considerar que não havia provas suficientes para confirmar a autoria.
A principal evidência contra ele era um reconhecimento fotográfico feito por uma testemunha.
Outras duas pessoas que estavam no estabelecimento, porém, afirmaram em juízo que o acusado não era o autor dos disparos.
Segundo o MPSC, o atirador usava touca e boné, cobrindo parte do rosto.
As imagens das câmeras de segurança também não permitiram uma identificação segura.
Durante o julgamento, a defesa apresentou registros que mostraram diferenças físicas e apontou que o executor visto nas imagens não tinha tatuagens nas mãos, enquanto o acusado possuía marcas visíveis.
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