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GERAL
06/10/2026 11h58

Quatro pessoas são denunciadas por homicídio de jovem queimado vivo em Jaguaruna

Vítima teria sido agredida, levada até uma plantação de eucaliptos e exposta ao fogo ainda com vida

Quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo homicídio de um jovem de 22 anos, ocorrido em junho, na localidade de Campo Bom, em Jaguaruna.


A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da comarca e já foi recebida pela Justiça.


Segundo o MPSC, três homens e uma mulher teriam participado do crime. A vítima teria sido agredida, rendida e levada contra a própria vontade até uma propriedade rural, onde foi exposta ao fogo.


O corpo foi encontrado no dia 13 de junho, em uma plantação de eucaliptos. Conforme a denúncia, exames periciais indicaram que o jovem ainda estava vivo e respirava quando foi atingido pelas chamas.

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De acordo com o Ministério Público, a identificação dos suspeitos ocorreu a partir da análise de depoimentos, materiais apreendidos e dados telefônicos.


As informações obtidas durante a investigação também teriam apontado o envolvimento dos denunciados com atividades relacionadas ao tráfico de drogas.


Segundo o MPSC, elementos reunidos no procedimento ajudaram a esclarecer a dinâmica do crime e incluem declarações atribuídas aos próprios acusados sobre a participação no homicídio.


Conforme a denúncia, o grupo teria invadido uma propriedade particular no bairro Campo Bom e levado a vítima até uma área de plantação de eucaliptos. No local, o jovem foi agredido e posteriormente submetido ao fogo.


O laudo médico-pericial apontou elevado grau de carbonização do corpo. A identificação da vítima foi possível por meio de exame de confronto papiloscópico.


Para o Ministério Público, o emprego do fogo caracteriza meio cruel. A acusação também sustenta que a vítima teve sua capacidade de defesa reduzida porque foi surpreendida por um grupo em maior número e estaria sob efeito de drogas.


Motivação teria relação com desentendimento dentro de grupo criminoso


Segundo a denúncia, tanto a vítima quanto os acusados teriam envolvimento com o tráfico de drogas e integrariam uma facção criminosa.


O crime teria sido motivado por uma afirmação feita pela vítima envolvendo a companheira de um dos denunciados.


O jovem teria dito que a mulher mantinha um relacionamento extraconjugal, mas não teria apresentado provas do que afirmava.


Conforme o MPSC, a situação teria sido interpretada pelos integrantes do grupo como uma forma de deslealdade. Para a Promotoria de Justiça, essa circunstância caracteriza o motivo torpe atribuído ao homicídio.


Um dos denunciados é apontado pela acusação como integrante de posição de comando no tráfico de drogas.


Outro seria irmão da mulher mencionada no episódio. O quarto acusado também teria participação nas atividades criminosas e exerceria funções ligadas à manutenção da autoridade dentro do grupo.


O MPSC pede que os quatro réus sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. A denúncia ainda será submetida ao contraditório e à ampla defesa durante o processo.


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