Ação percorreu a Av. Marcolino Martins Cabral para conscientizar a população sobre o combate à violência contra a mulher
Dezenas de pessoas participaram, na tarde desta quinta-feira (27), de uma passeata alusiva ao Agosto Lilás, campanha de conscientização e combate à violência contra a mulher.
A mobilização ocorreu na Avenida Marcolino Martins Cabral, no Centro de Tubarão.
Promovida pela prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família, a caminhada partiu da sede da pasta, seguiu até as proximidades do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) e, depois, retornou ao ponto inicial.
Os participantes carregaram cartazes e vestiram camisetas com mensagens de conscientização, entre elas: “A vida começa quando o silêncio acaba”.
Crianças da banda da Sociedade Musical Lira Tubaronense também participaram da mobilização.
A passeata reuniu vereadores, secretários municipais, representantes das forças de segurança, do Ministério Público, do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e de outros setores da administração pública.
Mulheres vítimas de violência atendidas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) também participaram de maneira anônima.
Esta foi a segunda edição da mobilização no município. O objetivo foi chamar a atenção da população e do comércio para a violência doméstica, além de incentivar as vítimas a procurarem ajuda e denunciarem os agressores.
O trabalho de enfrentamento envolve diferentes áreas, como assistência social, saúde, educação e segurança pública. A atuação conjunta busca garantir o acolhimento das vítimas, facilitar o acesso aos canais de denúncia e viabilizar medidas protetivas.
O Agosto Lilás faz referência à Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006. Embora a campanha ganhe destaque neste período, as ações de prevenção, orientação e atendimento às vítimas são realizadas durante todo o ano.
A mobilização também ocorre diante de um cenário preocupante: somente no primeiro semestre deste ano, Tubarão registrou 998 boletins de ocorrência relacionados à violência doméstica, o equivalente a uma média de cinco denúncias por dia.
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