Natural de Criciúma, político foi cassado duas vezes durante a ditadura militar e ajudou a fundar o partido ao lado de Leonel Brizola
Morreu neste sábado (22), aos 88 anos, Manoel Dias, ex-ministro do Trabalho no governo Dilma Rousseff (PT) e um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT).
Natural de Criciúma, ele morreu em Florianópolis. A causa da morte não foi informada.
Conhecido como Maneca, Manoel Dias deixa a esposa, filhos e netos.
A Fundação Leonel Brizola lamentou a morte e destacou a trajetória do político em defesa do trabalhismo, da democracia e dos trabalhadores.
Nascido em Criciúma, em 1938, Manoel Dias foi eleito vereador em Içara pelo PTB, mas teve o mandato cassado e foi preso durante a ditadura militar.
Depois, participou da fundação do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Em 1967, foi eleito deputado estadual para a legislatura de 1967 a 1971, mas novamente teve o mandato cassado durante o AI-5 e os direitos políticos suspensos por 10 anos.
Formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), retornou a Florianópolis após a anistia e participou da criação do PDT ao lado de Leonel Brizola.
Ao longo da carreira, Manoel Dias foi candidato a governador, vice-governador e deputado estadual, sem conseguir se eleger.
Em 2013, assumiu o Ministério do Trabalho no governo Dilma Rousseff, permanecendo no cargo até 2015.
Mesmo sem novos mandatos eletivos, tornou-se uma das principais referências do trabalhismo no Sul do país.
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