Acumulados de chuva variaram entre 30 e 70 milímetros na bacia local
Diferente de outras regiões de Santa Catarina, a Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Tubarão não registrou ocorrências significativas nas últimas 48 horas em decorrência das chuvas.
O nível do Rio Tubarão chegou a subir pouco mais de dois metros na área central do município, atingindo o pico por volta das 3 horas desta quinta-feira (5), mas a situação segue dentro da normalidade.
De acordo com o secretário de Proteção e Defesa Civil de Tubarão, Rafael Marques, o município participou de reuniões preparatórias com representantes das Defesas Civis nacional e estadual.
Os encontros já indicavam a possibilidade de tempestades intensas, principalmente nas regiões do Meio-Oeste e Oeste catarinense.
Na bacia hidrográfica do Rio Tubarão, os acumulados de chuva variaram entre 30 e 70 milímetros, com precipitações concentradas em um curto intervalo de tempo, especialmente entre o fim da manhã e parte da tarde de quarta-feira (4).
O volume de água provocou uma rápida elevação dos rios nas localidades próximas à encosta da Serra, como Orleans e Anitápolis, onde os níveis chegaram a subir entre três e quatro metros no início da tarde.
Esse aumento se propagou gradualmente pelos cursos d'água da bacia hidrográfica até alcançar Tubarão.
Nível dos rios apresenta tendência de queda
Segundo Rafael Marques, o nível do Rio Tubarão já apresenta tendência de queda na área urbana. Nas regiões situadas a montante, próximas à encosta da Serra, a redução foi ainda mais significativa.
Em municípios como Anitápolis e Lauro Müller, os rios já haviam baixado consideravelmente, aproximando-se dos níveis habituais. Em Anitápolis, conforme o secretário, o nível praticamente voltou à normalidade.
Sistema de tempestades provocou transtornos em Santa Catarina
O secretário explicou que as instabilidades foram provocadas por um fenômeno meteorológico conhecido como Complexo Convectivo de Mesoescala (CCM), caracterizado pela formação de um extenso conjunto de tempestades organizadas, que pode atingir centenas de quilômetros de dimensão.
O sistema começou a se desenvolver na região de fronteira entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Argentina e Paraguai, avançando posteriormente pelo território catarinense em direção ao Paraná.
As tempestades provocaram transtornos em diferentes regiões do estado, especialmente no Oeste, onde foram registrados fenômenos severos, como tornados e vendavais.
Apesar da intensidade do sistema meteorológico, Tubarão não registrou problemas significativos relacionados às chuvas.
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