Na Polícia Militar, o trabalho é desenvolvido durante todo o ano por meio da operação Mulher Segura
Em Tubarão, o enfrentamento à violência doméstica também envolve a atuação da Polícia Militar.
Segundo o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Paulo Sérgio Pereira de Bona Portão, aproximadamente 680 mulheres com medidas protetivas de urgência em vigor são atualmente acompanhadas pela Rede Catarina de Proteção à Mulher.
O programa mantém contato com mulheres que possuem medidas protetivas, realiza visitas preventivas, orienta as vítimas e atua na fiscalização das determinações judiciais.
Durante o Agosto Lilás, as ações são intensificadas.
Entre as iniciativas previstas pelo 5º BPM de Tubarão estão a capacitação do efetivo para aprimorar o atendimento às ocorrências de violência doméstica, palestras para mulheres em situação de vulnerabilidade em parceria com CRAS e CREAS, atividades em escolas e participação em eventos relacionados ao tema.
Também estão previstas ações voltadas ao aperfeiçoamento das policiais que integram a Rede Catarina.
Outro mecanismo utilizado para ampliar a proteção é o Botão do Pânico, disponível no aplicativo PMSC Cidadão para mulheres que possuem medida protetiva de urgência e estão inseridas no acompanhamento da rede.
Em uma situação de emergência, o acionamento gera um alerta ao Centro de Operações da Polícia Militar. A ocorrência recebe prioridade e uma equipe é encaminhada para atender a vítima.
A proteção às mulheres em situação de violência não se limita ao atendimento de uma ocorrência. Por isso, a Polícia Militar mantém ações preventivas e de acompanhamento ao longo de todo o ano.
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Como denunciar?
A orientação das forças de segurança é para que situações de violência sejam comunicadas o quanto antes.
A denúncia pode ajudar a interromper o ciclo de agressões e permitir que a vítima tenha acesso aos mecanismos de proteção.
Em Santa Catarina, situações de emergência devem ser comunicadas à Polícia Militar pelo 190. Também é possível procurar diretamente uma delegacia da Polícia Civil ou utilizar o 181, canal para denúncias, inclusive de forma anônima.
O Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, recebe denúncias e oferece orientação sobre direitos e serviços da rede de proteção. O canal funciona 24 horas por dia e também possui atendimento pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180.
A orientação do comandante do 5º BPM é que a denúncia seja feita sempre que houver uma situação de violência ou risco.
“A denúncia é uma ferramenta essencial para interromper o ciclo de violência e possibilitar que as vítimas tenham acesso à proteção adequada”.
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