Tem gente que envelhece, paga boleto, cria filhos, reclama da coluna… mas ainda vive como se estivesse no recreio da escola.
Faz panelinha.
E toda panelinha tem uma regra silenciosa: para alguns sentirem que pertencem, alguém precisa ficar de fora.
O curioso é que excluir diz muito menos sobre quem ficou de fora do que sobre quem precisou excluir.
Na infância, talvez fosse imaturidade.
Na adolescência, insegurança.
Na vida adulta, já começa a faltar desculpa.
Porque amizade madura não precisa de pequenos jogos de poder. Não precisa escolher quem pode sentar à mesa para que os outros se sintam especiais nela.
E chega uma idade em que a gente também aprende uma coisa maravilhosa:
Nem toda mesa que não reservou um lugar para você merece que você puxe uma cadeira.
Às vezes, ficar de fora é exatamente o lugar de onde enxergamos melhor.
E seguimos.
Sem escândalo.
Sem cobrança.
Sem pedir convite.
Porque maturidade também é descobrir que pertencer nunca deveria exigir que alguém fosse excluído.
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