Parente afirma que mulher tinha Alzheimer e colocava objetos na boca
A família da idosa de 73 anos encontrada morta em uma casa de repouso no bairro São João Margem Esquerda, em Tubarão, detalhou as circunstâncias da morte. As informações são do jornal Diário do Sul.
Segundo a filha, a mulher tinha Alzheimer em estágio avançado, não possuía mais discernimento e tinha o hábito de levar objetos à boca.
De acordo com o relato da família, a idosa arrancava frequentemente a própria fralda e também colocava alimentos e outros objetos na boca.
A familiar afirma que teve acesso às imagens das câmeras do quarto e que a gravação mostra a mulher retirando uma fralda geriátrica e levando à boca o algodão que fica no interior do material.
“Ela tinha Alzheimer, não tinha mais noção de nada. Se desse para ela uma pedra, ela colocava na boca. Se desse uma flor, ela colocava na boca. Ela arrancava a própria fralda, fazia tudo que uma pessoa com Alzheimer faz. Infelizmente, dessa vez deu errado”, relatou.
Ainda segundo a família, a idosa estava bem cuidada e a instituição mantinha câmeras no quarto.
A filha afirma que assistiu às imagens e considera que a morte foi uma fatalidade. “Foi um acidente que poderia ter acontecido comigo em casa”, disse.
A família também pediu que a situação não seja interpretada como negligência ou maus-tratos.
Segundo a filha, a casa de repouso prestou atendimento adequado à idosa e a acolheu em um momento em que ela precisava de cuidados.
“Ela estava bem cuidada. Eu vi a câmera do quarto. Foi uma ótima casa de repouso, que me acolheu muito bem quando eu mais precisei”, afirmou.
O que diz a polícia
Para a família, a morte não teve relação com agressão ou abandono, mas foi uma fatalidade decorrente da condição da idosa.
O caso foi inicialmente tratado pela Polícia Civil como morte natural.
A Polícia Militar informou que um médico identificou sinais compatíveis com asfixia e acionou as autoridades.
A Polícia Científica esteve no local e realizou os procedimentos periciais. A Polícia Civil informou ainda que o laudo deverá esclarecer a causa da morte e as circunstâncias do ocorrido.
O documento será utilizado na apuração do caso e poderá confirmar se a hipótese relatada pela família corresponde ao que foi constatado durante os exames periciais.
Até a conclusão do laudo, as circunstâncias da morte permanecem sob investigação.
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