Irmã de Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, relata histórico de ciúmes, manipulação e controle durante relacionamento de cinco meses
O homem de 21 anos preso após confessar a morte da namorada em Sangão, Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, tinha comportamento controlador durante o relacionamento, segundo a irmã da vítima.
Lívia Iankovski relatou que ele não permitia que Joviana usasse determinadas roupas, tinha ciúmes excessivos e a manipulava para que ela se sentisse presa ao relacionamento.
Segundo Lívia, a família sabia dos episódios de ciúmes e aconselhava Joviana a terminar o namoro.
Em uma ocasião, os familiares chegaram a apagar o contato do homem do celular da jovem. Ele, porém, teria voltado a procurá-la pelo telefone da própria mãe.
O relacionamento, que começou cerca de cinco meses antes da morte, terminou no fim de julho, mas os dois continuaram se encontrando.
Ainda conforme a irmã, na noite do término Joviana saiu para conversar com uma amiga e, ao retornar, contou que havia sido perseguida de motocicleta pelo namorado.
A família não sabia dizer se os dois haviam reatado oficialmente.
A investigação aponta que, na noite de 6 de agosto, a jovem foi até a casa dele, em Sangão, onde teria ocorrido o crime.
Joviana foi morta, segundo a confissão do investigado, após ele aplicar um golpe conhecido como “mata-leão”.
O corpo permaneceu no quarto até ser encontrado na segunda-feira (10). O homem teve a prisão preventiva decretada e permanece preso à disposição da Justiça.
Após a morte, ele também teria usado o celular da vítima para enviar mensagens à mãe dela e tentar fazer parecer que Joviana estava bem.
Segundo a Polícia Civil, as mensagens foram encaminhadas entre a madrugada de sexta-feira (7) e segunda-feira (10), quando a família desconfiou da situação e acionou a polícia.
Defesa diz que família não sabia do crime
A defesa do investigado afirmou que a família dele não tinha conhecimento do que havia acontecido e jamais participou de qualquer tentativa de ocultação ou acobertamento.
Segundo os advogados, os familiares só souberam do crime na manhã de segunda-feira, quando o próprio homem relatou o ocorrido.
A defesa também afirma que qualquer conclusão sobre a dinâmica do crime deve ser baseada no conjunto de provas e nos exames periciais. O processo tramita sob segredo de Justiça.
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