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GERAL
22/07/2020 07h33

Lúcio Flávio: Mais mortos ou desempregados?

Colunista Lúcio Flávio fala sobre debate entre número de mortes e desempregados na pandemia

Desde que a pandemia chegou ao Brasil, no fim de fevereiro, e com as quarentenas decretadas nas semanas seguintes em vários estados, inclusive o nosso, se trava uma discussão cansativa de que teremos mais desempregados do que mortes, ao final da pandemia. Desde a semana passada esse assunto voltou com tudo aqui na nossa região, com o retorno da quarentena.
 
Não precisa ser bom em matemática para saber que os desempregados contaremos na casa dos milhões, enquanto o número de mortes será várias vezes menor que isso. Aí volta a discussão levantada em março por empresários como Junior Durski, da rede de hamburguerias Madero, de que o Brasil não poderia parar por causa de 5 ou 7 mil mortes, que ele previa.

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Pois já morreram mais de 80 mil, se a vacina for eficaz ela só deve estar disponível no ano que vem, e na nossa região chegamos ao pico da doença agora, ocupando todos os leitos de UTI. Vários médicos da cidade gravaram vídeos avisando da gravidade da situação. E o prefeito segue a recomendação da Ciência: o único jeito de frear a contaminação é o isolamento social.
 
Mas voltemos aos números. Até ontem à noite haviam morrido 48 pessoas na nossa região pela covid. Seriam muito mais, não fossem todos os cuidados que tomamos. E é óbvio que o número de desempregados é muito maior que isso. Somente em maio, aqui na Amurel, foram 1076 pessoas demitidas a mais que admitidas, segundo os dados do Ministério do Trabalho.
 
Com base nesses números, o que defendem aqueles que são contra o isolamento social? É só encostar um caminhão frigorífico na frente de cada hospital da região para recolher os mortos, enquanto nossas lojas e comércios permanecem abertos, para salvar os empregos? Quantos mortos seria aceitável, na nossa região, para os que defendem o fim do isolamento?
 
Não se pode esquecer que a vacina uma hora irá chegar, a economia vai reagir, e os empregos daqui a pouco se recuperam, mas infelizmente a vida, não. Os dados econômicos dos países que controlaram a pandemia mostram uma recuperação rápida, conforme se pode constatar nos dados que já foram apresentados em países como a Alemanha, por exemplo.
 
É claro que ninguém quer o fechamento de nada. Mas quanto antes controlarmos a pandemia, mais rapidamente as coisas voltarão ao normal. As lojas podem reabrir, mas continuarão com fraco movimento, se as pessoas tiverem medo de se contaminar. Por isso não há escolha. Ou controlamos o vírus ou o número de mortes e de desempregados só vai continuar crescendo.

Fonte: Lúcio Flávio/Região em Destaque/Sul Agora - Foto: Prefeitura de Tubarão
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