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GERAL
29/07/2020 07h31

Leia na coluna de Lúcio Flávio: O pico chegou e ficou

Colunista fala sobre como o Brasil vem enfrentando a pandemia de covid-19

Certos problemas nos parecem reais somente quando batem à nossa porta. Enquanto não nos alcançam, parece que estaremos sempre imunes às desgraças humanas que vemos na televisão ou na internet diariamente, nas mais diferentes tragédias. Com a covid, obviamente, também foi assim. Começou pela negação (“é uma gripezinha, é invenção dos chineses”), passou pela fase do “sim, existe, mas só atinge os mais velhos”, até chegar à dura realidade.

Muita gente aqui na nossa região só está acordando para a gravidade dessa pandemia agora, que ela está acometendo indiscriminadamente mesmo quem fazia pouco caso da gripezinha. Até então, o que se lia nas redes sociais? “Morre mais gente disso ou daquilo do que de covid e ninguém fala nada.” Ou besteiras do tipo: “Esse pico não chega nunca. Ia ser em março, depois em abril. É tudo invenção da mídia, pra derrubar o presidente”.

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Pois é, o pico está aí. Diferentemente dos outros países, onde já houve o declínio dos casos e a vida segue, no Brasil e nos Estados Unidos o pico chegou e ficou. É uma pena que muitos ainda não façam uma reflexão sobre o porquê disso ocorrer justo nesses dois países. Coincidência? Acaso? Seria uma espécie de castigo divino? Ou incompetência dos governantes desses países? No caso brasileiro é ainda pior, pois teve mais tempo para se preparar.

Era para o país já ter superado essa fase - se tivéssemos um presidente que não corresse atrás de emas oferecendo cloroquina, e virado chacota mundial. Temos um governo que comprou cloroquina aos montes para distribuir à população, mas não comprou anestésico suficiente para entubar pacientes, um desperdício de dinheiro público. Essa falta de anestésico também chegou a Tubarão, como mostrou o DS em manchete de capa na edição desta terça (28).  

A falta de coordenação nacional para enfrentamento da pandemia piorou em muito os efeitos dela e nos colocou nessa situação de calamidade que estamos vivendo. Faltam leitos na UTI, faltam anestésicos para entubação, falta um ministro da Saúde, falta um líder para tirar o Brasil desse pandemônio. Sobra cloroquina, sobra incompetência e, pior, ainda sobra gente defendendo essa gestão irresponsável que nos trouxe o caos.
 

Fonte: Lúcio Flávio/Região em Destaque/Sul Agora
Agora Sul
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