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GERAL
06/08/2020 08h25

Em Gravatal, família de diplomata relata susto ao saber de tragédia no Líbano

Filho de Rosane Aparecida Pacheco Czarnobai é diplomata e mora a um quilômetro do local da explosão

Susto e desespero foi o que sentiu Rosane Aparecida Pacheco Czarnobai, de Gravatal, ao ver as notícias da explosão em Beirute, capital do Líbano. Isso porque o filho, Luiz Felipe Czarnobai, é diplomata e mora lá há alguns anos com o marido e os três filhos.

“Foi doloroso o tempo em que não conseguia notícias do meu filho e de como a família estava lá. Ele mora a um quilômetro do local da explosão. O apartamento onde moram foi atingido, vidros quebraram, portas caíram”, relatou Rosane ao jornal Diário do Sul.

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Segundo Rosane, o filho estava em casa com os três filhos e a babá Welet Take, que é da Etiópia, quando tudo ocorreu.

“Meu neto estava na janela vendo a fumaça. Quando houve a explosão, meu filho só deu um grito pedindo para a babá pegá-lo e, em milésimo de segundos, tudo se estilhaçou. Eles correram para baixo da cama para tentar se proteger, pois ainda não sabiam se poderia ser bombardeio ou não, ou se era terremoto”, conta a mãe do diplomata.

Logo depois que houve a explosão, a família não pôde sair de casa. “Eles ficaram sem energia, com tudo quebrado na casa, mas não podiam sair. Somente na quarta de manhã foram para as montanhas, na casa de uma amiga”, ressalta.

Por sorte, relata Rosane, o filho, os netos e a babá não se feriram. “O meu genro, Alecio de Moura Guimarães, estava na academia e se machucou com estilhaços, mas nada grave. Minha família passou por um milagre, foi providência divina. Mas estamos tristes com o que aconteceu no Líbano”.

“O povo já é sofrido, o país está em crise e tudo isso acontece. Temos amigos lá, estamos sempre viajando e é desolador ver o povo sofrendo de novo”. Inclusive, ela conta que esteve em Beirute antes da pandemia. “Logo que cheguei lá, fecharam o aeroporto e fiquei quatro meses no Líbano. Aprendi a amar o povo libanês assim como eles amam os brasileiros. Estamos realmente tristes com essa tragédia”.

Luiz conta sobre o momento da explosão


O diplomata Luiz Felipe Czarnobai, que é de Gravatal e mora em Beirute, no Líbano, contou como foi o momento da explosão em entrevista à Rádio Agência Nacional.


“Vi luzes vindo em nossa direção, gritei ‘corre’ e a babá, felizmente, estava ao lado do meu filho e o puxou. Ela é minha heroína. Fomos para debaixo da cama do meu quarto, que não foi atingido. Moro a aproximadamente um quilômetro do porto, no 21º andar, de onde vejo nitidamente tudo na minha frente”, contou à Rádio Agência Nacional.


Segundo o relato de Luiz nas redes sociais, quando o marido chegou eles foram ver os estragos. “Saímos do quarto para ver os estragos. Janelas no chão, vidros estilhaçados. Eu só pensava em gratidão a Deus por minha família estar bem. Temos que agradecer, todos os dias, por estarmos vivos”, disse ele na sua conta de Instagram.

Fonte: Diário do Sul
Agora Sul
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