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GERAL
15/02/2024 17h13

Desativar gene pode impedir ganho de peso no futuro, sugere estudo

Pesquisa feita em camundongos estuda possibilidade de impedir aumento de peso mesmo em dietas ricas em gordura

Você já imaginou a possibilidade de poder comer o que você desejar, e mesmo assim dificilmente ganhar peso? Uma recente pesquisa da Universidade da Califórnia, publicada na revista científica Nature Metabolism, revelou um avanço significativo no campo da genética e da nutrição: a possibilidade de prevenir o ganho de peso ao desativar um único gene.


A médica e estudante de genômica Lorena Balestra explica que esse primeiro estudo ainda foi feito com camundongos, mas sugeriu que a alteração do gene RaIA pode impedir o acúmulo de gordura mesmo com uma dieta rica em gorduras.


“A descoberta, se comprovada futuramente em pesquisas com humanos, pode apontar para um futuro onde o controle do peso e a prevenção de doenças metabólicas, como a diabetes, poderão ser alcançados através de terapias genéticas", afirma a profissional.


Segundo Lorena, o gene RaIA demonstra ter um papel crucial no tecido adiposo, regulando a transformação das células de gordura em reservas de energia.


“Normalmente, quanto maior o acúmulo de gordura, mais ativado fica este gene, reduzindo a capacidade do corpo de queimar gordura”, destaca Lorena.


Os pesquisadores descobriram que ao manter este gene desativado, os camundongos não ganhavam peso, mesmo consumindo uma dieta alta em gordura.


A pesquisa em camundongos, que simula um período de quase oito anos em humanos (12 semanas), não registrou ganho de peso nos animais, mesmo com uma dieta com mais de 60% de gordura.


“Isso pode revolucionar o tratamento da obesidade e outras doenças relacionadas, oferecendo uma solução mais eficaz a longo prazo”, acrescenta Balestra.

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Porém, a especialista enfatiza a importância de abordagens integradas no tratamento da obesidade. 


“Enquanto as terapias genéticas podem oferecer um caminho promissor no futuro, é imprescindível seguir uma rotina sustentável com prática de exercícios físicos regulares, beber bastante água, ter uma dieta saudável com comida de verdade e sem alimentos ultraprocessados. Aliados a um sono reparador e controle de estresse. A saúde vai muito além de manter o peso adequado. Não adianta estar magro e não ter energia, se sentindo fraco e com deficiência de nutrientes”, alerta.


A pesquisa abre portas para futuros tratamentos envolvendo a edição genética, como o uso da tecnologia CRISPR, para manipular o gene RaIA e controlar seus efeitos no organismo.


Embora esses resultados sejam promissores, Lorena adverte que mais pesquisas são necessárias antes de aplicar esses métodos em humanos. "É crucial compreender completamente os efeitos a longo prazo e garantir a segurança dessas intervenções. Nosso organismo, apesar de tudo, é diferente do de outros animais", conclui a especialista.


Sobre a dra. Lorena Balestra


Lorena é médica pós-graduada em nutrologia e endocrinologia. Em 2013 fez um workshop de biologia molecular na Michigan State University, em Michigan. Pesquisadora no CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito.


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