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GERAL
08/12/2020 07h33

Desativação do Complexo Jorge Lacerda pode afetar 20 mil empregos diretos e indiretos

Engie anuncia que pretende parar as atividades em Capivari de Baixo e apresenta alternativas

Responsável por mais de 20 mil empregos diretos e indiretos, o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, poderá ser desativado. A informação foi confirmada ontem pela assessoria da Engie Brasil Energia.

O processo, caso seja confirmado, deve iniciar já no próximo ano, sendo concluído até 2025. A ação também afetará Criciúma.

A decisão da empresa representa uma ameaça ao setor carbonífero e à economia da região. Diante da situação, diversas lideranças se mobilizam para evitar que a concretização aconteça. A decisão da direção da Engie teria sido repassada em comunicação interna aos funcionários no dia 4.

Há pelo menos dois anos, a empresa colocou o complexo à venda para evitar a desativação. Dez empresas se mostraram interessadas. No entanto, a negociação não foi concretizada. Na época, já havia a preocupação de que o complexo pudesse acabar fechando as portas. A região Sul é conhecida em todo o país pela exploração do carvão mineral.

Em nota, a Engie diz que desde 2017 busca a aplicação da estratégia de descarbonização e optou por negociar seus ativos movidos a carvão no país.

De lá para cá, as possíveis negociações não evoluíram, o que fez com que a empresa estudasse outros cenários. Assim, em outubro, organizou uma equipe de estudos responsável por analisar o melhor encaminhamento para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda.

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Lideranças se mobilizam após anúncio

O anúncio feito pela Engie, de que pretende parar as atividades em Capivari de Baixo, gerou grande mobilização. Segundo lideranças, o impacto da medida será desastroso para a economia da região Sul de Santa Catarina. Além dos mais de 20 mil desligamentos de colaboradores, haveria também uma queda brusca na arrecadação dos municípios.

Para o prefeito de Capivari de Baixo, Nivaldo Souza, a cidade não está preparada para abrir mão da termelétrica. “Ainda mais diante da seca que estamos vivendo. Não vejo esta desativação como uma boa alternativa. Nem para a Amurel, nem para a Amrec. Ainda enquanto prefeito, estou brigando para que isso não se concretize, e continuarei fazendo isso como cidadão”, fala Nivaldo.

A par da situação, o prefeito eleito da cidade, Vicente Corrêa, destaca que a situação trará um cenário “terrível” e gerará grande impacto. “Vamos ser prejudicados. Buscaremos, junto às lideranças, uma grande força-tarefa para que se incentive as empresas que venham comprar, para que a atividade seja mantida. Vou fazer a minha parte e me empenhar bastante para não deixar que estas atividades deixem de ser feitas”, fala Vicente.

Na sexta-feira, uma reunião deve acontecer em Criciúma entre lideranças das duas cidades e outros representantes estaduais. Engajado por conta da situação, o deputado estadual Volnei Weber antecipa que hoje, em Brasília, vai debater a notícia com lideranças federais. “Isso traz uma gravidade extrema para a economia da região Sul. Vamos buscar uma solução para resolver”, destaca o deputado.

Presidente da Frente Parlamentar em Apoio ao Carvão Mineral, o deputado federal Daniel Freitas, do PSL, agendou uma audiência para amanhã com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, na qual deve falar sobre o anúncio de desativação do complexo. “Não podemos deixar que isso aconteça de forma inerte. Estamos falando de 30% da economia do Sul do Estado. É algo que fomenta a região”, antecipa o deputado, que também deve encaminhar o pleito ao presidente Jair Bolsonaro.

Outras alternativas


Para as mudanças que a empresa propõe, há a cogitação, além da desativação, de outras duas possibilidades, que são: a venda, desde que exista um equilíbrio entre o risco e as condições financeiras apresentadas; e uma solução envolvendo o poder federal, como, por exemplo, a devolução para a União, a venda para a Eletrobras ou o suporte do governo federal no sentido de viabilizar uma proposta de compra de um novo comprador, equilibrando os riscos. “As três alternativas estão sendo trabalhadas em paralelo, e não existe uma decisão definitiva sobre o tema”, diz a empresa em nota.


Ainda segundo a empresa, caso seja decidido pela desativação, a companhia estará preparada, assim como os diversos públicos impactados, para efetivar a decisão. A Engie ainda diz que novas obras em andamento no sistema de transmissão, com operação comercial prevista para 2021, garantirão o adequado suprimento de energia para o Estado.

Diário do Sul / Foto: Miriam Zomer - Alesc
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