Colocaram vidro no copo de uma professora.
A notícia choca. Revolta. Indigna.
Mas essa história não começou naquele copo.
Ela começou quando os professores deixaram de ser vistos como autoridades e passaram a ser tratados como adversários. Quando pais preferiram defender qualquer atitude dos filhos a ensiná-los a assumir responsabilidades. Quando o respeito passou a ser confundido com autoritarismo, e os limites foram substituídos pela permissividade.
A violência nunca surge do nada. Ela cresce onde a educação perde valor.
Nenhum professor é perfeito. Erra, acerta, aprende todos os dias. Mas entra em sala de aula disposto a ensinar, orientar e, muitas vezes, oferecer aos alunos aquilo que nem sempre encontram em casa: atenção, incentivo e esperança.
Quando um estudante agride um professor, toda a sociedade é atingida. Porque não é apenas uma pessoa que está sendo atacada. É o conhecimento. É a escola. É a possibilidade de um futuro melhor.
Estamos formando uma geração que sabe reivindicar direitos, mas que, em muitos casos, nunca aprendeu o significado da palavra respeito.
E respeito não diminui ninguém. Pelo contrário. É ele que sustenta qualquer convivência civilizada.
Professor não é inimigo. Nunca foi.
Professor merece ser ouvido sem medo, trabalhar com segurança, ensinar com liberdade e voltar para casa com a mesma integridade com que saiu.
Porque uma sociedade que perde o respeito por quem educa começa, silenciosamente, a abrir mão do próprio futuro.
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