“Uma gata que quer se tornar uma leoa, primeiro precisa perder o apetite por ratos.”
E talvez essa frase não fale sobre gatos, leoas ou ratos.
Fale sobre escolhas.
Sobre aquilo que você diz querer para a sua vida e aquilo que continua aceitando enquanto espera que a vida mude.
Não adianta desejar relações extraordinárias enquanto se alimenta de migalhas afetivas.
Não adianta querer respeito e continuar negociando a própria dignidade.
Não adianta sonhar grande e permanecer emocionalmente presa ao que é pequeno.
Há momentos em que crescer exige perder o apetite.
Por certas pessoas.
Por algumas conversas.
Por ambientes que já não combinam com você.
Por relações que oferecem pouco e exigem muito.
Por aquela necessidade antiga de ser escolhida por quem nunca soube reconhecer o seu valor.
E perder o apetite não significa arrogância.
Significa consciência.
A leoa não precisa convencer o rato de que merece mais. Ela simplesmente entende que aquilo já não a alimenta.
Talvez amadurecer seja exatamente isso: perceber que nem tudo aquilo que um dia desejamos continua merecendo espaço na nossa vida.
Porque existe uma versão sua esperando para nascer — mais forte, mais consciente, mais inteira.
Mas algumas versões de nós só aparecem depois que aprendemos a dizer:
“Isso já não me serve.”
Quer se tornar leoa?
Então pare de voltar àquilo que alimenta apenas a sua carência, mas deixa a sua alma com fome.
Há grandezas que só começam quando perdemos definitivamente o apetite pelo que é pequeno.
Receba outras colunas direto em seu WhatsApp. Clique aqui.
