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Depois dos 50, até o tesão precisa consultar a agenda!

31/10/2026 06h01

Antigamente, bastava um olhar, uma música romântica e uma porta fechada. Pronto! O desejo entrava em cena sem pedir licença.


Depois dos 50, minha filha, o tesão continua existindo. Só ficou mais burocrático!


Agora, antes de qualquer aventura, é preciso verificar algumas condições: dormi bem? Estou com dor nas costas? A pressão está boa? Amanhã tenho compromisso cedo?

E, principalmente: vale a pena desarrumar a cama que acabei de arrumar?


Porque maturidade é isso. 


A gente continua gostando de sexo, mas passou a respeitar profundamente um lençol bem esticado!


Na juventude, qualquer lugar era lugar. Banco de carro, sofá apertado, praia deserta... O importante era a criatividade.


Hoje, criatividade é encontrar uma posição que dê prazer sem precisar marcar fisioterapia na segunda-feira!


E tem a menopausa, essa criatura que chega sem convite e resolve fazer uma reforma geral no condomínio hormonal.


O estrogênio diminui, a libido pode oscilar, o calor aparece do nada e, quando a coisa começa a esquentar, ninguém sabe se é excitação ou fogacho!


— Amor, você está pegando fogo!


— Estou mesmo! Liga o ventilador e não encosta em mim por enquanto!


Mas não se enganem.


Depois dos 50, a mulher não perde o desejo. 

Ela perde a paciência para sexo ruim!

Não tem mais disposição para fingir orgasmo, alimentar ego masculino ou participar de uma maratona erótica cujo único prêmio é uma cãibra na panturrilha.


Queremos qualidade, não relatório de desempenho!

E outra coisa: preliminar, nessa fase da vida, começa muito antes do quarto.


É o sujeito lavar a louça sem precisar receber uma medalha. É perceber que estamos cansadas. É conversar, fazer rir, demonstrar carinho.


Porque homem que divide as tarefas domésticas pode não saber, mas está investindo pesado no mercado erótico!


E a famosa rapidinha?


Continua existindo, claro!


Só mudou o conceito.


Antes era sexo em cinco minutos.

Hoje é olhar para o marido e perguntar:

— Quer?

— Quero!


— Então vamos dormir cedo!


E os dois ficam satisfeitos.


Brincadeiras à parte, a maturidade tem uma vantagem maravilhosa: a gente aprende que sexualidade não tem prazo de validade.


O corpo muda, o ritmo muda, as prioridades mudam. Mas o prazer continua sendo um direito, não um privilégio da juventude.


Depois dos 50, o tesão não se aposenta. Ele apenas exige melhores condições de trabalho!


E, se possível, travesseiro adequado, ventilador ligado e nenhum compromisso às sete da manhã.


Porque o amor pode até ser eterno...


Mas a coluna lombar tem seus limites!


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SIBÉLE CRISTINA
Coluna atualizada de segunda a sábado
Sibéle Cristina Garcia é apresentadora do programa Mais Mulher na UniTVSC desde maio de 2008. Graduada em Pedagogia e Marketing. Pós-graduada em Sexualidade Humana e Sexologia. É especialista em Relacionamento Abusivo, comunicadora, terapeuta e encorajadora da liberdade feminina.
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