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SEGURANÇA
15/08/2026 06h28

Namorado que confessou matar jovem tinha ciúmes excessivos e a perseguia

Irmã de Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, relata histórico de ciúmes, manipulação e controle durante relacionamento de cinco meses

O homem de 21 anos preso após confessar a morte da namorada em Sangão, Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, tinha comportamento controlador durante o relacionamento, segundo a irmã da vítima. 

Lívia Iankovski relatou que ele não permitia que Joviana usasse determinadas roupas, tinha ciúmes excessivos e a manipulava para que ela se sentisse presa ao relacionamento.

Segundo Lívia, a família sabia dos episódios de ciúmes e aconselhava Joviana a terminar o namoro. 

Em uma ocasião, os familiares chegaram a apagar o contato do homem do celular da jovem. Ele, porém, teria voltado a procurá-la pelo telefone da própria mãe.

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O relacionamento, que começou cerca de cinco meses antes da morte, terminou no fim de julho, mas os dois continuaram se encontrando.


Ainda conforme a irmã, na noite do término Joviana saiu para conversar com uma amiga e, ao retornar, contou que havia sido perseguida de motocicleta pelo namorado. 


A família não sabia dizer se os dois haviam reatado oficialmente. As informações foram obtidas pelo portal g1.

A investigação aponta que, na noite de 6 de agosto, a jovem foi até a casa dele, em Sangão, onde teria ocorrido o crime.

Joviana foi morta, segundo a confissão do investigado, após ele aplicar um golpe conhecido como “mata-leão”. 

O corpo permaneceu no quarto até ser encontrado na segunda-feira (10). O homem teve a prisão preventiva decretada e permanece preso à disposição da Justiça.

Após a morte, ele também teria usado o celular da vítima para enviar mensagens à mãe dela e tentar fazer parecer que Joviana estava bem. 

Segundo a Polícia Civil, as mensagens foram encaminhadas entre a madrugada de sexta-feira (7) e segunda-feira (10), quando a família desconfiou da situação e acionou a polícia.

Defesa diz que família não sabia do crime

A defesa do investigado afirmou que a família dele não tinha conhecimento do que havia acontecido e jamais participou de qualquer tentativa de ocultação ou acobertamento. 

Segundo os advogados, os familiares só souberam do crime na manhã de segunda-feira, quando o próprio homem relatou o ocorrido.

A defesa também afirma que qualquer conclusão sobre a dinâmica do crime deve ser baseada no conjunto de provas e nos exames periciais. O processo tramita sob segredo de Justiça.

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