Denúncia diz que ele as abusava por meio de toques indesejados nas partes íntimas
Um médico clínico-geral foi condenado a oito anos de prisão em regime fechado por violação sexual mediante fraude cometida contra seis pacientes durante atendimentos em uma clínica particular em São Bento do Sul, no norte do estado.
A denúncia narra que o homem se aproveitava da condição de médico e da vulnerabilidade das vítimas para abusá-las por meio de toques indesejados que não eram necessários.
No final de março, a 1ª Promotoria da Comarca de Lages pediu a prisão de outro médico ginecologista, por abusar de 11 mulheres na Serra catarinense.
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Neste caso ocorrido no norte do estado, segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre maio de 2019 e fevereiro de 2020. Os relatos apontam que o médico realizava toques íntimos sem justificativa médica e exigia que as pacientes retirassem as roupas sob pretextos infundados, mesmo em casos em que não havia necessidade, como queixas de dores estomacais e exames de rotina.
Além da pena de reclusão, ele também foi condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil a cada uma das vítimas por danos morais. O caso tramita em segredo de Justiça, e a defesa do réu não foi localizada.
A juíza responsável pela sentença destacou que as vítimas descreveram condutas incompatíveis com o que se espera de uma consulta médica. "Mesmo sem conhecimento técnico, qualquer pessoa sabe que certos procedimentos não fazem parte de um exame clínico padrão", escreveu a magistrada. Ainda cabe recurso.
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