Acusado responde por outro homicídio e será julgado nesta sexta-feira em Jaguaruna
O Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma condenou, nesta quinta-feira (23), um homem de 31 anos acusado de matar a tia afetiva com 87 golpes de faca em junho de 2024.
Os jurados acolheram integralmente a tese do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e reconheceram o crime como homicídio quadruplamente qualificado. A pena foi fixada em 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado.
Segundo a denúncia, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a vítima, de 35 anos, que era sua tia afetiva por ter sido adotada pela família. No dia dos fatos, eles saíram para beber em um posto de gasolina, encontraram o irmão do acusado e voltaram para a casa da mulher.
Após consumirem mais bebida alcoólica, a vítima e o denunciado iniciaram uma forte discussão sobre questões financeiras.
Nesse momento, repentinamente, o réu e seu irmão atacaram a vítima com 87 golpes de faca, a maioria na face, região cervical, tórax e abdome superior, o que causou sua morte por choque hipovolêmico.
Após o assassinato, os acusados fugiram para o Rio Grande do Sul. O réu foi preso duas semanas depois, quando retornava a Santa Catarina. O irmão morreu dias depois, em confronto com a polícia gaúcha.
A perícia apontou que a vítima tentou se defender e buscar ajuda, mas sofreu dezenas de golpes até morrer.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
Além da pena de prisão, o réu foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil por danos aos sucessores da vítima e não poderá recorrer em liberdade.
Outro julgamento
O homem ainda responde por outro homicídio. Nesta sexta-feira (24), ele será levado a júri na Comarca de Jaguaruna, acusado de matar um taxista com mais de 50 facadas poucos dias após o primeiro crime.
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