A cada eleição um tema está mais presente na vida do eleitor. Em 2022, por exemplo, a economia (34%) tirava o sono de um terço dos brasileiros. O segundo maior problema eram as questões sociais (22%) – era o tempo da fila do osso, dos 33 milhões de pessoas que passavam fome. Os dois temas juntos preocupavam mais da metade dos brasileiros.
Não se tem dúvida de que isso ajudou a garantir a vitória de Lula, pois era nesses dois campos temáticos, economia e social, que Lula levava mais vantagem sobre Bolsonaro, explicou o diretor do Quaest, Felipe Nunes, na época. Agora, o que mais preocupa o brasileiro é a violência, aponta o instituto. Um terço dos brasileiros afirmou isso ao Quaest.
E a segurança pública é justamente um dos campos em que o bolsonarismo é mais forte junto ao eleitor. Flávio Bolsonaro tem a seu favor nesta eleição até o presidente dos Estados Unidos dizendo que iria acabar com as facções criminosas, PCC e CV, ao classificá-los como organizações terroristas. Uma ajuda importante numa eleição tão disputada.
Mas o assunto central nas últimas semanas é a corrupção, com Daniel Vorcaro como agente principal. Como ela é generalizada, da esquerda à direita, passando por todos os poderes, facilita o chamado voto de protesto, beneficiando o crescimento de um outsider, alguém que seria contra tudo o que está aí – o que é sempre um grande salto no escuro.
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