A Vida que Ninguém Vê conversou com Agnaldo Filippi, prefeito reeleito de Pedras Grandes, no sul de Santa Catarina.
Berço da colonização italiana na região, a pequena cidade tem um patrimônio histórico e cultural valioso. Mas Agnaldo percebeu que era possível fazer mais: usar criatividade, reaproveitar materiais e transformar ideias em novos atrativos turísticos.
Do aço retirado da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, surgiram estruturas que hoje chamam a atenção de quem visita a cidade.
Entre elas, uma enorme roda-d’água, uma ponte arqueada no Parque Casa dos Arcos e até uma pirâmide. Antigas placas de trânsito viraram réplicas de uma gôndola veneziana e do 14-Bis, de Santos Dumont.
Pedras Grandes também recebeu uma antiga locomotiva e uma aeronave da Força Aérea Brasileira. Em Azambuja, está sendo construída uma réplica da famosa Torre de Pisa.
Pode-se gostar mais ou menos de uma ideia, discutir uma obra ou outra, como é natural na vida pública. Mas uma coisa é difícil negar: Agnaldo entendeu que uma cidade pequena não precisa pensar pequeno.
Com poucos recursos, buscou parcerias, reaproveitou materiais e transformou criatividade em uma ferramenta de administração.
Mas talvez a cena que melhor explique tudo isso não esteja em nenhuma dessas obras. Hoje encontrei Agnaldo no Parque Casa dos Arcos, conversando com as pessoas e ajudando no trabalho.
Em certo momento, vi o prefeito recolhendo materiais, com a disposição de quem ainda enxerga possibilidades onde outros talvez enxergassem apenas coisas sem utilidade.
Talvez seja esse o segredo. Há quem administre olhando para o que falta. E há quem olhe para o que tem nas mãos e pergunte: “O que podemos fazer com isso?”
Obrigado, Agnaldo Filippi, por compartilhar sua história com A Vida que Ninguém Vê.
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