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SEGURANÇA
17/09/2026 05h48

Gêmeas de 15 anos iam à igreja quando colisão matou uma delas

Ana Laura Barcelos Belo, de 15 anos, morreu na colisão

O homem de 61 anos que teria causado o acidente que matou a adolescente Ana Laura Barcelos Belo, de 15 anos, em Criciúma, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva nesta quarta-feira (16). 

A decisão ocorreu após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), durante audiência de custódia.

Ana Laura e a irmã gêmea, Ana Júlia Barcelos Belo, estavam a caminho da igreja com o pai, Fabricio da Silva Belo, e um amigo da família quando sofreram a colisão na noite de terça-feira (15), no bairro Quarta Linha. 

O carro em que os quatro estavam foi atingido na traseira pelo veículo conduzido pelo suspeito. Ana Laura morreu no local.

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Ana Júlia ficou gravemente ferida e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São José, em Criciúma. 


Fabricio e o amigo da família, Elias Kelvin Silva de Lima, também estão hospitalizados em estado grave. 


Familiares e amigos iniciaram uma campanha de doação de sangue para os três sobreviventes.


As doações podem ser feitas em qualquer unidade do Hemosc em Santa Catarina. 


No momento da doação, é necessário informar o nome de um dos pacientes: 

- Elias Kelvin Silva de Lima 

- Fabricio da Silva Belo 

- Ana Júlia Barcelos Belo. 

Os tipos sanguíneos necessários são O-, A-, A+ e O+.


Velocidade excessiva e sob efeito de álcool

Segundo o MPSC, há elementos que apontam para a possibilidade de homicídio com dolo eventual.

O promotor de Justiça Marcelo Francisco da Silva citou a suspeita de que o homem trafegava em velocidade excessiva, estaria sob efeito de álcool, teria conhecimento da lombada existente no local e tentado fugir após a colisão, além de possuir antecedentes por crime doloso contra a vida.

De acordo com o relatório da Polícia Militar, o homem trafegava em alta velocidade pela Rodovia Luiz Rosso quando teria passado pela lombada e atingido o veículo das vítimas. 

Ele se recusou a fazer o teste do etilômetro, mas, segundo a PM, apresentava sinais de alteração da capacidade psicomotora, como odor etílico, fala arrastada, olhos avermelhados e andar cambaleante.

O MPSC sustentou que a prisão preventiva é necessária para preservar a ordem pública, considerando a gravidade dos fatos e a possibilidade de reiteração delituosa. 

O pedido foi acolhido pelo Poder Judiciário, e o homem seguirá preso.

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Fotos: Corpo de Bombeiros e redes sociais/Divulgação
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