Ana Laura Barcelos Belo, de 15 anos, morreu na colisão
O homem de 61 anos que teria causado o acidente que matou a adolescente Ana Laura Barcelos Belo, de 15 anos, em Criciúma, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva nesta quarta-feira (16).
A decisão ocorreu após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), durante audiência de custódia.
Ana Laura e a irmã gêmea, Ana Júlia Barcelos Belo, estavam a caminho da igreja com o pai, Fabrico da Silva Belo, e um amigo da família quando sofreram a colisão na noite de terça-feira (15), no bairro Quarta Linha.
O carro em que os quatro estavam foi atingido na traseira pelo veículo conduzido pelo suspeito. Ana Laura morreu no local.
Ana Júlia ficou gravemente ferida e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São José, em Criciúma.
Fabrico e o amigo da família, Elias Kelvin Silva de Lima, também estão hospitalizados em estado grave.
Familiares e amigos iniciaram uma campanha de doação de sangue para os três sobreviventes.
As doações podem ser feitas em qualquer unidade do Hemosc em Santa Catarina.
No momento da doação, é necessário informar o nome de um dos pacientes:
- Elias Kelvin Silva de Lima,
- Fabrico da Silva Belo ou
- Ana Júlia Barcelos Belo.
Os tipos sanguíneos necessários são **O-, A-, A+ e O+**.
Segundo o MPSC, há elementos que apontam para a possibilidade de homicídio com dolo eventual.
O promotor de Justiça Marcelo Francisco da Silva citou a suspeita de que o homem trafegava em velocidade excessiva, estaria sob efeito de álcool, teria conhecimento da lombada existente no local e tentado fugir após a colisão, além de possuir antecedentes por crime doloso contra a vida.
De acordo com o relatório da Polícia Militar, o homem trafegava em alta velocidade pela Rodovia Luiz Rosso quando teria passado pela lombada e atingido o veículo das vítimas.
Ele se recusou a fazer o teste do etilômetro, mas, segundo a PM, apresentava sinais de alteração da capacidade psicomotora, como odor etílico, fala arrastada, olhos avermelhados e andar cambaleante.
O MPSC sustentou que a prisão preventiva é necessária para preservar a ordem pública, considerando a gravidade dos fatos e a possibilidade de reiteração delituosa.
O pedido foi acolhido pelo Poder Judiciário, e o homem seguirá preso.
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