Procurado pela Interpol, João Guilherme Corrêa também foi condenado por um duplo homicídio
O brasileiro João Guilherme Corrêa, investigado por integrar uma organização criminosa neonazista e procurado pela Interpol, foi preso neste sábado (27) na região de Pavia, próximo a Milão, na Itália.
Segundo informações divulgadas pela TV Globo, ele era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela 7ª Vara Federal de Florianópolis desde o ano passado.
Além da investigação por envolvimento com um grupo neonazista em SC, Corrêa foi condenado por participação em um duplo homicídio ocorrido em 2009, na Região Metropolitana de Curitiba, e havia fugido do Brasil.
A localização do foragido foi possível após a análise de informações extraídas de celulares apreendidos com pessoas próximas a ele.
As investigações da Polícia Federal apuram crimes relacionados à discriminação racial e à participação em organização criminosa.
Em 2022, João Guilherme Corrêa já havia sido preso em Santa Catarina durante uma operação contra uma célula neonazista interestadual.
Na ocasião, o Ministério Público de Santa Catarina informou que o grupo fazia apologia ao nazismo e exaltava a ideologia fascista.
A prisão foi realizada por autoridades italianas após alerta da Interpol, por meio da Difusão Vermelha, mecanismo utilizado para localizar e prender foragidos internacionais.
De acordo com o delegado da Polícia Federal Umberto Ramos, que acompanha o caso na Itália, Corrêa permanecerá preso em um presídio de Milão enquanto aguarda o processo de extradição para o Brasil, que pode levar entre seis meses e um ano.
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