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SAÚDE
20/08/2026 06h15

Violência atinge 75% dos profissionais de enfermagem em SC, aponta pesquisa

Levantamento do Coren-SC mostra que agressões psicológicas são maioria e que apenas 36,7% das vítimas registraram os casos

Três em cada quatro profissionais de enfermagem ouvidos em uma pesquisa do Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina (Coren-SC) afirmaram já ter sofrido algum tipo de violência durante o exercício da profissão. 

O levantamento, realizado com mais de 2,2 mil trabalhadores entre os dias 3 e 12 de agosto, aponta que 74,8% já foram vítimas de agressões, enquanto 57,8% não se sentem seguros no ambiente de trabalho.

Entre os profissionais que relataram violência, 96,6% sofreram agressões morais ou psicológicas. 

Também foram registrados casos de violência física (18,6%) e sexual (7,3%), além de relatos de racismo, injúria racial e xenofobia.

Para a maioria das vítimas, as situações não foram isoladas. 

73,5% disseram ter sofrido violência mais de uma vez, enquanto 15,9% relataram episódios periódicos. Apenas 10,6% passaram por uma única ocorrência.

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A presidente do Coren-SC, Maristela Azevedo, chama atenção para os impactos das agressões psicológicas, que nem sempre deixam marcas visíveis.

“Quando quase a totalidade dos profissionais que sofreram violência aponta situações de caráter moral ou psicológico, precisamos olhar com muita atenção para aquilo que muitas vezes não deixa uma marca física, mas afeta profundamente o trabalhador.”

Maioria não registra agressões

Apesar do alto número de profissionais que relataram ter sofrido violência, apenas 36,7% das vítimas formalizaram o registro da agressão.

Segundo o Coren-SC, a subnotificação dificulta dimensionar o problema e a criação de medidas de prevenção e proteção aos trabalhadores.

A orientação é que profissionais vítimas de violência registrem boletim de ocorrência e procurem os canais institucionais disponíveis. O próprio Coren-SC oferece atendimento e Ouvidoria para receber os relatos.

O Conselho também pode atuar por meio do desagravo público, utilizado na defesa de profissionais diante de situações relacionadas ao exercício da enfermagem.

“É direito do profissional receber apoio e ter sua dignidade respeitada no ambiente de trabalho. Queremos que as pessoas procurem o Conselho e saibam que podem contar conosco”, afirma Maristela Azevedo.

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