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SAÚDE
01/05/2024 14h29

Repelentes podem ser uma forma de proteção contra a dengue

A dermatologista Ana Carolina Búrigo Lima, da Clínica Belvivere, explica que existem diferenças entre os produtos

Apenas em 2023, o Brasil registrou 3.062.181 casos prováveis de dengue. O número já é quase o dobro de todo o ano passado, quando foram detectados 1,6 milhão de casos. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde.


Além de cuidar da água parada em casa, as pessoas também devem espantar os mosquitos de outras maneiras. Uma das formas deste combate é utilizando repelentes.


O uso de repelentes é importante para evitar a picada do transmissor da dengue. Mas não são pessoas de todas as idades que podem utilizar este produto. A dermatologista Ana Carolina Búrigo Lima, da Clínica Belvivere, explica que existem diferenças entre os produtos.


De acordo com a médica, o repelente deve ser aplicado em toda parte do corpo que não é coberta pela roupa. “É na parte exposta que precisamos passar. Mas são necessários alguns cuidados, como não aplicar próximo dos olhos e da boca. Para aplicar no rosto, se for em spray, borrifar nas mãos antes e depois espalhar na face, evitando a área dos olhos e da boca. Nas crianças evitar as mãos porque a criança leva as mãos à boca e pode ter contato mais intenso com o repelente”, explica a dermatologista.

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Ana Carolina detalha que o repelente deve ser aplicado uma vez ao dia para crianças de seis meses até um ano. Já de um ano aos 12 anos, duas vezes ao dia e acima de 12 até três vezes ao dia. “Existem três tipos de repelentes, sendo o ‘DEET’, a ‘Icaridina’ e o ‘IR3535’. O DEET é o mais antigo de todos, sendo desenvolvido nos Estados Unidos em 1946. Ele é seguro, tem anos de experiência, mas só pode ser usado em maiores de dois anos de idade. A Icaridina e o IR3535 acima de seis meses, sendo que a Icaridina pode ser usada de três meses para cima em situações de exposição intensa. No entanto, é necessário saber o risco-benefício”, comenta.


Ana Carolina afirma que o repelente deve ser utilizado após alguns processos. “Em uma rotina de skincare, o repelente sempre será o último a ser passado. Ou seja, primeiro se faz a higiene do rosto, passa o hidratante, protetor solar e depois o repelente por cima. Não é interessante aquelas combinações prontas de protetor com repelente, porque a frequência de uso delas é diferente. Então, o protetor a gente usa muito mais, e, por isso, o repelente deve ser um produto à parte e o último na rotina de skincare”, frisa.


As pessoas devem evitar os perfumes florais, porque podem atrair os insetos. “O repelente, o que ele vai fazer, é formar uma camadinha de vapor com o odor que vai afastar o inseto. De fato, é um cheiro que vai afastar, que não agrada o inseto e repele ele, fazendo com que não pouse ali sobre a pele e faça a picada”, afirma. “Ao contrário dos perfumes que podem atrair os insetos para a pele, favorecendo a picada”, complementa.


Onde não passar repelente?


Ana Carolina comenta que o repelente não deve ser aplicado em áreas que têm ferimentos ou lesões na pele, somente em pele íntegra. “Lembrando que é sempre bom verificar o rótulo. Todos os repelentes falam a partir de qual idade devem ser utilizados. E eles trazem também a informação do tempo de ação estimado”, pontua a dermatologista.


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