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SAÚDE
30/10/2020 08h35

Paciente fala de recomeço após 178 dias de internação por conta da covid-19

Há pouco mais de duas semanas, Luciano Martins, de 42 anos, pode curtir o conforto de sua casa

Há pouco mais de duas semanas, Luciano Martins, de 42 anos, pode curtir o conforto de sua casa. O morador de Imbituba ficou por quase seis meses internado no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, após ter sido infectado pela covid-19. Foram 178 dias de internação, sendo 28 dias em coma.  


Luciano conta que foram cinco meses sem poder se movimentar e sem falar. “Eu via as pessoas caminhando do meu lado, enfermeiros, médicos e eu estava ali naquela cama. Só queria sair dali logo”, relembra o morador de Imbituba. 

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Logo no início da pandemia, em abril, Luciano foi internado no Hospital São Camilo, em Imbituba. Na época, a instituição filantrópica nem tinha Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponível. Foram alguns dias sob os cuidados do corpo clínico local, mas, a situação se agravou e ele precisou ser transferido para Tubarão.


Na Cidade Azul, o quadro clínico de Luciano piorou ainda mais, com complicações nos rins, fígado e pulmões. Na época, ele teve que ser internado na UTI do HNSC e ficou por 28 dias em coma. Foram momentos difíceis para a família, já que a doença, desconhecida e de fácil transmissão, não permitia a visita dos pais, da namorada, dos irmãos, sobrinhos, tios e amigos.


“Quando recebi a notícia que ia para casa foi um misto de emoção. De querer ir logo e saber do que teria que enfrentar pela frente”, fala Luciano. Por ter ficado muito tempo internado, o paciente teve os movimentos dos braços e das pernas reduzidos. Limitação que, aos poucos, está sendo superada com fisioterapias, massagens, atendimentos médicos e psicológicos.


Todos os dias, Luciano passa por uma rotina de exercícios para recobrar os movimentos e voltar à vida normal. “Ainda não consigo ficar em pé, mas estou me recuperando. Estou melhorando a cada dia”, fala.


Planos para o Natal


Luciano conta que deve muito a algumas pessoas, entre elas, seu amigo Laerte, a massoterapeuta Pricila, a Tati nutricionista e a secretaria de Saúde da cidade. E, para os próximos meses, Luciano tem planos. “Recuperar-me para que no Natal consiga, como faço todos os anos, há 22 anos, me vestir de Papai Noel e distribuir presentes para crianças carentes”, fala Luciano.

Fonte: Diário do Sul
Agora Sul
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