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SAÚDE
20/04/2020 07h57

Médico diagnosticado com coronavírus está curado e fala sobre rotina com a doença

Jaime César Gelosa Souza passou recentemente pela experiência de contrair Covid-19

O cirurgião do aparelho digestivo e diretor do Complexo Médico Pró-Vida, em Tubarão, Jaime César Gelosa Souza, passou recentemente pela experiência de contrair Covid-19. Recuperado, ele conta como foi o dia a dia com a doença e também fala sobre o tratamento.


“Possivelmente, contraí de minha mãe, que já devia estar com o vírus, apresentava sintomas comuns de gripe, mas sem febre, e como ela não tinha viajado para o exterior e naquele período não havia nenhum diagnóstico no Estado, não tínhamos referências locais. Acredito que fomos uns dos primeiros pacientes do município a ter a doença, situação que me causou um grande desconforto, não somente físico, mas emocional, principalmente por ela, frente a uma doença tão desconhecida”, recorda.

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O médico lembra que os sintomas iniciaram três dias após o encontro familiar. Cansaço, tosse seca, febre, e depois, falta de apetite, de paladar, de olfato e dores generalizadas, quadro que seguiu com evoluções, tanto na mãe quanto no filho. “No quinto dia, fiz a tomografia e apareceu o laudo de pneumonia aguda bilateral. No dia seguinte, veio o resultado do exame PCR coletado pela Vigilância Epidemiológica confirmando o diagnóstico de Covid-19”, descreve.

O cirurgião não chegou a ser hospitalizado. Fez isolamento domiciliar junto com a esposa e filhos, seguindo de casa as indicações de profissionais. Com o agravamento dos sintomas, febre persistente e pneumonia em estágio preocupante, recebeu a indicação para usar hidroxicloroquina.

“Como passei a me sentir muito mal, recebi do amigo, ex-professor e grande médico Lawrence a orientação para usar a hidroxicloroquina. Medicamento que o médico infectologista Rogério Sobroza de Mello, também amigo e referência ímpar na sua especialidade, e que me atendia em casa nesse momento, me autorizou a usar em combinação com o antibiótico azitromicina. Ciente dos efeitos colaterais e também das poucas evidências científicas sobre sua comprovação no combate ao vírus, resolvemos apostar devido à piora do meu estado, e acho que no meu caso deu certo. Por outro lado, minha mãe, que apresentou quadro mais grave, não conseguiu tolerar o uso dessa medicação, mas também conseguiu ficar completamente recuperada”, relata.

Fonte: Redação - Foto: Pró-Vida
Agora Sul
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