Meteorologistas apontam mais de 80% de chance de estabelecimento do fenômeno entre junho e agosto, com chuvas mais frequentes e episódios de frio menos intensos
Santa Catarina deve sentir os efeitos do El Niño mais cedo do que o esperado.
O fenômeno, inicialmente previsto para a primavera, pode começar a influenciar o clima já em junho, ainda no inverno, segundo especialistas do Fórum Climático Catarinense.
De acordo com os meteorologistas, há mais de 80% de chance de o El Niño se formar entre junho e agosto e ganhar força nos meses seguintes.
O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e costuma provocar mais chuva e temperaturas acima da média.
Na prática, o inverno deve ter menos frio e mais períodos de instabilidade.
A partir de junho, a tendência é de aumento das chuvas, com volumes acima do normal e maior risco de temporais em diversas regiões do estado.
Os impactos mais significativos, porém, são esperados entre setembro e novembro.
“Um El Niño forte não garante eventos extremos, mas deixa a atmosfera mais favorável a eles”, explica a meteorologista Nicolle Reis.
Para maio, a previsão ainda é de chuva irregular e volumes abaixo da média.
Já nos meses seguintes, o cenário muda gradualmente, com aumento das instabilidades.
As temperaturas devem cair no início do inverno, mas os períodos de frio intenso tendem a ser mais curtos.
Diante da previsão, a Defesa Civil intensificou ações de prevenção em todo o estado, com ampliação do monitoramento, reforço das equipes e treinamentos para resposta a desastres.
O órgão também orienta a população a acompanhar os avisos oficiais e se manter preparada para possíveis mudanças nas condições do tempo.
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