Terremotos na Venezuela e no Japão. Queimadas consumindo a Turquia, a França e a Espanha. Ciclones na China. Enchentes e tornado no Rio Grande do Sul. Granizo gigante no Paraná. Vendavais devastando o interior de São Paulo. Frio extremo nos Estados Unidos. Degelo acelerado na Antártica e no Ártico.
Vidas perdidas. Plantações destruídas. Famílias sem casa. Prejuízos que nem sempre cabem em números.
A Terra grita.
Mas o mais assustador não é o barulho dos desastres. É o silêncio que costuma vir depois deles.
Nos comovemos diante das imagens, compartilhamos vídeos, lamentamos as tragédias… e, em poucos dias, seguimos como se tudo tivesse voltado ao normal.
Não voltou.
Cada evento extremo é um lembrete de que fazemos parte de um planeta vivo, onde tudo está conectado. O que acontece em um continente, cedo ou tarde, repercute em outro. A natureza não conhece fronteiras políticas.
Talvez ainda haja quem trate tudo isso como coincidência. Outros verão apenas ciclos naturais. Há também quem enxergue sinais espirituais ou um chamado à conversão.
Independentemente da explicação que cada um adote, uma verdade permanece: não podemos continuar vivendo como se fôssemos donos da Terra, quando, na verdade, somos apenas seus passageiros.
O planeta não precisa de nós para existir.
Nós é que precisamos dele para viver.
E toda vez que a natureza grita, não é apenas o chão que treme, o vento que sopra ou a chuva que cai.
É um convite urgente para revermos nossas escolhas, nosso consumo, nossa responsabilidade e, sobretudo, nossa humildade.
Porque talvez a pergunta mais importante não seja se a Terra está mudando.
A pergunta é:
Será que nós estamos?
