Formação abordou o acolhimento de relatos e a escuta especializada
Profissionais que atuam na rede de proteção de crianças e adolescentes em São Ludgero participaram de uma capacitação sobre identificação, acolhimento e encaminhamento de casos de violência.
A formação ocorreu na segunda (14) e na terça-feira (15).
A iniciativa reuniu servidores e técnicos que trabalham diretamente no atendimento ao público infantojuvenil.
O objetivo foi aprimorar a atuação dos profissionais diante de suspeitas ou relatos de violência, além de atualizar os procedimentos adotados pelos diferentes serviços do município.
A programação foi dividida em duas etapas. Na segunda-feira, representantes dos órgãos que atendem crianças e adolescentes participaram de uma formação sobre o acolhimento da revelação espontânea, realizada no Centro Cultural Multiuso.
Na terça-feira, técnicos de referência das unidades de atendimento participaram do módulo sobre escuta especializada, no auditório do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae).
As atividades foram conduzidas pela psicóloga e doutora em Psicologia Juliana Gomes Fiorott, que possui experiência nas áreas do Direito, Serviço Social e acolhimento institucional.
Prevenção da revitimização
Um dos principais pontos da capacitação foi a prevenção da revitimização. A prática busca reduzir o desgaste emocional provocado pela repetição do relato de violência a diferentes profissionais ou instituições.
A proposta é que a criança ou o adolescente seja acolhido de maneira técnica, segura e sem julgamentos, com o encaminhamento adequado para os serviços responsáveis.
Segundo a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Romelania Alexandre Raduvanski, a preparação dos profissionais contribui para tornar a rede municipal um ambiente mais seguro.
“Quando escutamos com cuidado, respeito e sem julgamentos, nos tornamos parte ativa da proteção”, afirmou.
Realizada de forma continuada no município desde 2019, a capacitação é promovida pelo CMDCA, pelo Comitê da Escuta Protegida e pela Secretaria de Administração, Finanças e Desenvolvimento Econômico. Os recursos utilizados são provenientes do Fundo da Infância e Adolescência (FIA).
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