Iniciativa foi apresentada à Diamante Energia e propõe modelo de economia circular com participação de empresas, cooperativas e poder público
Um projeto que pretende dar destino eficiente a plásticos de difícil reciclagem e ainda gerar dados inéditos sobre o ciclo desses materiais começa a ganhar força no Sul de Santa Catarina. O Defesa Circular foi apresentado na última semana à Diamante Energia, em Capivari de Baixo, reunindo autoridades e representantes do setor industrial.
A proposta vai além da coleta e reciclagem tradicional. O projeto aposta em um modelo integrado de economia circular, conectando indústria, cooperativas de catadores, universidades e o poder público para criar um sistema rastreável de gestão de resíduos plásticos — especialmente os de uso único, considerados um dos maiores desafios ambientais da atualidade.
Entre as autoridades presentes estiveram o senador Esperidião Amin, o prefeito de Orleans, Fernando Cruzetta, o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense (Sinplasc), Elias Caetano, representantes do setor industrial e técnicos do projeto, além do presidente do Conselho de Administração da Diamante, Jorge Nemr, do presidente da empresa, Pedro Litsek, e do diretor administrativo-financeiro, Luiz Ricardo de Oliveira Beatrice, entre outras lideranças da companhia.
Na prática, o Defesa Circular prevê a implantação de um sistema estruturado de coleta seletiva, triagem e reaproveitamento, aliado à educação ambiental e à inclusão produtiva de cooperativas. Um dos diferenciais é a geração de dados concretos sobre reciclagem e impacto ambiental, algo ainda escasso no setor.
Mais do que uma iniciativa ambiental, o projeto surge como resposta às crescentes pressões regulatórias e à demanda por soluções sustentáveis na indústria. A ideia é que o modelo seja replicável em outras regiões do país.
Durante o encontro, o senador Esperidião Amin destacou o peso econômico do setor plástico no Sul do estado e defendeu uma abordagem equilibrada sobre o tema.
“São 240 empresas, praticamente todas localizadas no Sul de Santa Catarina, que geram mais de 12 mil empregos diretos e mais de 45 mil indiretos. Há uma forte campanha internacional contra o plástico como se ele fosse um ‘meliante’. O problema está no descarte inadequado, não no material em si”, afirmou.
A iniciativa também deve ganhar visibilidade nos próximos meses. Em junho, os municípios de Orleans, São Ludgero e Braço do Norte recebem o evento “Mobilização: Transição Justa para Economia Circular do Plástico”, voltado à apresentação de soluções práticas para o setor.
Se avançar como planejado, o Defesa Circular pode colocar a região no mapa nacional como referência em gestão de resíduos plásticos — transformando um problema ambiental em oportunidade econômica e social.
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