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GERAL
06/02/2024 07h06

Mulher perde o lábio superior após realizar harmonização facial em clínica

Mariana Michelini fez uma harmonização facial em 2020. Seis meses depois do preenchimento, ela perdeu parte da boca e do queixo

Em 2020, a balconista de farmácia e influenciadora digital Mariana Michelini, de 35 anos, fez preenchimento nos lábios, no queixo e na região do osso malar, área conhecida como maçãs do rosto, com uma profissional da saúde em Matão, município que fica no estado de São Paulo. Seis meses depois, ela acordou com o rosto inchado, vermelho e doendo muito. Ela perdeu parte da boca e do queixo.


Após se submeter a uma biópsia, Mariana descobriu que o produto aplicado no procedimento era PMMA, e não ácido hialurônico, como ela imaginava.


“A harmonização ficou linda, recebi mais trabalhos ainda, mas após seis meses tive uma grave reação. Acordei toda inchada e com dor. Voltei à mesma profissional e senti que ela estava muito nervosa”, lembrou Mariana.


O polimetilmetacrilato, chamado de PMMA, é um preenchedor definitivo em forma de gel, utilizado em procedimentos estéticos e para correção de lipodistrofia, uma alteração da quantidade de gordura no corpo que pode ocorrer em pacientes com HIV.


Desde os anos 2000, os médicos não costumam mais usar essa substância por ser permanente e aderir à pele, músculos e ossos. Quando há um processo inflamatório, ou mesmo quando o paciente não gosta do resultado, remover o PMMA sem causar danos a essas estruturas é quase impossível.


O uso do produto para fins estéticos e reparadores é liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas não é recomendado pela SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

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Atualmente, médicos dermatologistas e cirurgiões plásticos preferem fazer preenchimento com o ácido hialurônico, uma substância presente no corpo humano e reproduzida em laboratório. Esse tipo de preenchedor é reabsorvível e dura até dois anos. Ele é considerado mais seguro e pode ser removido com a aplicação de uma enzima chamada hialuronidase.


Desde 2021, Mariana já se submeteu a tratamentos com antibióticos e corticoides, intervenções para extrair partes do PMMA e uma cirurgia que removeu seu lábio superior e o buço. 


“Passei um ano com muita dor, era terrível. Em 2022, foi necessário a remoção do produto e meu lábio, já que esse produto gruda na pele e não sai. Agora luto para poder reconstruir minha boca”, diz Mariana.


Em dezembro do ano passado, ela fez a primeira cirurgia de reconstrução - a próxima deve ser realizada daqui a alguns meses. “Ainda não vai ser a solução definitiva, mas já vou ter uma nova vida”, diz.


As intervenções para remover a substância afetaram a capacidade de Mariana se comunicar e se alimentar. Hoje ela só consegue beber líquidos com a ajuda de um canudo.


A mulher conta que todo esse processo afetou profundamente sua vida. Ela não consegue sair de casa sem máscara para esconder as cicatrizes deixadas pelo procedimento. “Não fui nem no casamento de uma grande amiga. É um mix de sentimentos: tenho tristeza, desespero, raiva”.


Depois de contar sua história nas redes sociais, Mariana foi processada pela pessoa que fez o procedimento nela e não pode mais citar seu nome nem profissão.


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