João Rodrigues (PSD) utilizou o Debate VOXX Eleições 2026 para tentar ocupar o espaço de principal adversário do governo estadual.
Prometeu retomar a Ponte do Pontal já no início do mandato, anunciou um programa de 60 mil moradias populares e voltou a cobrar as filas da saúde em Santa Catarina.
A cadeira vazia
A ausência do governador Jorginho Mello (PL) entrou na discussão desde as primeiras falas de João Rodrigues, que comentou que o debate eleitoral é o espaço de prestação de contas e de resposta aos adversários.
Nesse raciocínio, João afirmou que, se eleito, pretende retomar o projeto da Ponte do Pontal, licitar e executar a obra logo após a posse, afirmando ser uma reivindicação antiga não atendida na região.
Universidade Gratuita
Na área da educação, questionado sobre a universidade gratuita e sobre os dados do Ideb, defendeu a manutenção da gratuidade e o reforço do investimento no ensino médio.
Sorteado para responder sobrea universidade gratuita, defendeu mudanças no programa e propôs que a bolsa seja vinculada diretamente ao CPF do estudante.
Em sequência, sobre problemas recorrentes da região, o candidato tratou de sua relação política com a região.
“Eu conheço bem essa região, sei das demandas, das necessidades, sei do que cada um pensa e o que é que tem que ser feito”, afirmou, ao mencionar o desassoreamento do Rio Tubarão e intervenções na Barra do Camacho.
Habitação e saúde nas considerações finais
No fechamento, Rodrigues colocou moradia e saúde no centro da candidatura. “Eu quero fazer o maior projeto de habitação popular da história de Santa Catarina, 60 mil unidades”, disse.
Voltou a citar as filas da saúde estadual e afirmou que pretende direcionar as ações do governo a trabalhadores e a famílias que dependem dos serviços públicos.
Entrevista ao Sul Agora
Em avaliação ao Sul Agora, ao fim do encontro, ressaltou a importância do debate para discutir sobre as demandas regionais.
Citou o desassoreamento da Barra do Camacho, a construção de molhes, a duplicação de rodovias estaduais e os gargalos da BR-101.
Lamentou, mais uma vez, a ausência do governo do Estado no debate.