Segurança, desburocratização, enchentes e infraestrutura guiaram a participação do candidato do Missão
Marcelo Brigadeiro (Missão) participou do debate promovido pelo pool de veículos de imprensa, entre eles o Sul Agora, com um discurso de ruptura.
Disse estar cansado da política tradicional, propôs um presídio de segurança máxima no Meio-Oeste catarinense e defendeu alvará imediato para empresas de menor complexidade.
Dados da região Sul
Ao longo dos cinco blocos, o candidato demonstrou domínio nos dados e informações do Sul do estado, concentrando as intervenções em segurança pública, desburocratização, infraestrutura e críticas ao governo estadual.
Durante o debate, por diversas vezes, classificou como covarde a ausência do governador Jorginho Mello (PL) e de Gelson Merisio (PSB) para o confronto de ideias.
Alvará na hora e prazo de 60 dias
Na economia, Marcelo Brigadeiro defendeu medidas para acelerar a abertura de empresas e reduzir entraves administrativos. Ao tratar da geração de empregos, afirmou que negócios de menor ou moderada complexidade poderiam receber alvará imediato, com fiscalização posterior.
Para atividades de maior complexidade, propôs prazo máximo de 60 dias para a análise dos órgãos estaduais.
Enchentes e monitoramento com inteligência artificial
Sorteado para responder sobre os planos de contenção das cheias na região, o candidato citou o desassoreamento de bacias regionais, obras de macrodrenagem e monitoramento constante, indicando a modernização de equipamentos e uso de inteligência artificial para previsão de eventos extremos como alternativas.
“Inferno Catarina”
Na segurança pública, Marcelo Brigadeiro adotou posição de enfrentamento às organizações criminosas e à corrupção.
Propôs a construção de um presídio de segurança máxima no Meio-Oeste catarinense, batizado de “Inferno Catarina”, destinado a integrantes de facções e a políticos do alto escalão.
O tom se manteve até as considerações finais: “Você que é bandido, até o dia 1º de janeiro, ou você sai de Santa Catarina ou se entrega, porque senão você vai ser morto”.
Entrevista ao Sul Agora
Em avaliação ao Sul Agora, afirmou que o debate foi muito positivo e que apresentou as melhores soluções para a região.
Citou a importância do debate sobre o Programa de Transição Energética Justa do Complexo Jorge Lacerda, o projeto de rodovia interligando o Sul do estado e o desassoreamento permanente dos rios Tubarão e Araranguá.
Questionado sobre o domínio dos dados apresentados, que chamaram a atenção no encontro, afirmou que a política tradicional se apoia na máquina pública, e não em dados e eficiência. Concluiu que seu partido se destaca por trabalhar com estudos minuciosos de especialistas para encontrar soluções.
Confira a entrevista:
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