O Brasil é grande demais para caber em estereótipos.
Cada estado tem sua história, sua cultura, seus desafios e suas virtudes. Santa Catarina construiu sua identidade com muito trabalho, empreendedorismo, inovação e uma população que acorda cedo para fazer a roda da economia girar. Não por acaso, tornou-se referência em qualidade de vida, indústria, agronegócio e desenvolvimento.
Por isso, toda vez que uma autoridade pública faz comentários que soam desrespeitosos ou preconceituosos em relação aos catarinenses, a sensação não é apenas de discordância. É de frustração.
Na democracia, divergências políticas são naturais. Governantes podem ser criticados. Oposição faz parte do jogo. Eleitores pensam diferente. E isso é saudável.
O que não deveria ser saudável é transformar um povo inteiro em alvo de ironias, insinuações ou generalizações.
Quem trabalha, empreende, paga impostos, gera empregos e ajuda a construir o país merece respeito — independentemente do estado onde nasceu ou da forma como votou.
Santa Catarina não precisa provar seu valor. Os números, as empresas, as universidades, o turismo, o agronegócio, a solidariedade em momentos difíceis e a força do seu povo falam por si.
Respeitar os catarinenses não é concordar com todos eles. É reconhecer que nenhum brasileiro merece ser diminuído por sua origem, sua cultura ou suas escolhas.
Porque o respeito não tem partido.
E, principalmente, não tem CEP.
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