Há quem passe a vida procurando a pessoa certa.
Mas, às vezes, o problema nunca foi a pessoa.
Foi o relógio.
Encontrar a pessoa errada no momento certo pode ser tão doloroso quanto encontrar a pessoa certa no momento errado. Em ambos os casos, o desfecho costuma ser o mesmo: o amor não floresce.
Porque amar também exige sincronia.
Há quem chegue quando ainda estamos feridos demais para confiar. Há quem apareça quando já estamos comprometidos com outra história.
Há quem encontre uma versão nossa que ainda não sabia amar, enquanto outros chegam tarde demais, quando a vida já escolheu caminhos diferentes.
Nem todo amor que termina foi um amor falso.
Alguns apenas perderam o trem do tempo.
É por isso que maturidade importa. Cura importa. Escolhas importam. O coração pode reconhecer alguém como extraordinário, mas a vida também pergunta: “É agora?”
O amor não vive apenas de afinidade. Ele precisa de disponibilidade, coragem, reciprocidade e do raro encontro entre duas pessoas que decidiram caminhar na mesma direção, ao mesmo tempo.
Talvez exista, sim, a pessoa certa.
Mas ela também precisa encontrar a versão certa de nós.
No fim, o amor é sentimento. Mas também é pontualidade.
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