Existe uma liberdade que não vem com dinheiro, idade ou status.
Ela chega quando você finalmente consegue dizer:
“Podem pensar o que quiserem.”
E continuar dormindo tranquilamente.
Porque durante boa parte da vida a gente se preocupa demais.
Será que vão gostar?
Será que vão falar?
Será que vão me achar exagerada?
Será que vão me julgar?
Vão.
Pronto. Resolvido.
Se você falar, julgam.
Se ficar calada, julgam.
Se casar, perguntam dos filhos.
Se não casar, perguntam por quê.
Se emagrecer, “está muito magra”.
Se engordar, “se largou”.
Se aos 50, 60, 70 quiser usar decote, dançar, namorar e ser sensual… prepare a comissão julgadora.
O segredo não é conseguir impedir o julgamento.
É fazer com que ele pare de mandar em você.
Quando uma mulher se aceita, ela tira das mãos dos outros a arma da aprovação.
Pode apontar meu defeito. Eu conheço.
Pode falar da minha idade. Eu sei quantos anos tenho.
Pode não gostar da minha roupa. Ainda bem que quem veste sou eu.
Pode achar minha personalidade demais.
Eu levei uma vida inteira para ficar assim. Não vou me diminuir agora para caber na opinião de ninguém.
Talvez seja essa uma das delícias da maturidade: descobrir que não precisamos vencer o tribunal alheio.
Precisamos apenas parar de comparecer às audiências.
Porque quando você finalmente gosta da mulher que vê no espelho, a opinião dos outros continua existindo.
Só perde o direito de voto.
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