Há momentos em que tudo o que temos é uma porta fechada e uma esperança teimosa.
Então a gente ora.
Ora pedindo trabalho.
Ora pedindo cura.
Ora pedindo uma saída.
Ora pedindo que alguma coisa finalmente aconteça.
E, às vezes, acontece.
A porta abre.
O problema é que somos tão rápidos em pedir e tão distraídos para agradecer.
Há quem se lembre de Deus na tempestade e se esqueça d’Ele assim que aparece o sol.
Mas gratidão também é oração.
Talvez até uma das mais bonitas.
Porque pedir quando precisamos é humano. Agradecer quando já não precisamos pedir revela quem somos.
E isso vale para Deus e para as pessoas.
Nunca esqueça quem segurou sua mão quando você estava caindo. Quem indicou seu nome quando ninguém conhecia você. Quem emprestou quando faltou. Quem ouviu quando você só sabia chorar. Quem abriu uma porta sem ter obrigação nenhuma de fazê-lo.
Porque existem ingratidões que doem mais do que a própria dificuldade que ajudamos alguém a atravessar.
Ore até a porta abrir.
Mas, quando ela abrir, atravesse.
Viva. Cresça. Celebre.
Só não fique tão encantado com o que encontrou do outro lado a ponto de esquecer Quem ouviu suas orações e quem segurou a maçaneta com você.
Depois, ore novamente.
Desta vez, não para pedir.
Para agradecer.
