Amar é aceitar um risco.
É retirar a armadura sem saber se o outro fará o mesmo.
Vivemos em um tempo que ensina a desconfiar. A esconder sentimentos. A parecer forte o tempo todo. Como se demonstrar afeto fosse um sinal de fraqueza.
Mas não é.
Fraqueza é viver atrás de muros tão altos que nem a dor entra… e nem o amor.
Quem ama se torna vulnerável.
Entrega ao outro o poder de alegrar um dia inteiro com um simples abraço, mas também de provocar lágrimas com uma palavra impensada.
E, ainda assim, escolhe permanecer.
Porque amar nunca foi sobre garantias.
É um salto sem a certeza de que haverá alguém para segurar a nossa mão.
É confiar. É revelar medos, imperfeições e cicatrizes. É permitir que alguém conheça lugares da nossa alma que passamos anos escondendo do mundo.
Por isso, tanta gente prefere dizer que não acredita mais no amor.
Na verdade, o que ela não suporta é a ideia de voltar a ser vulnerável.
Mas o amor verdadeiro nunca prometeu imunidade.
Prometeu encontro.
Quem ama corre o risco de sofrer. Mas quem se fecha para não sofrer também se fecha para a alegria mais profunda que existe: a de ser visto por inteiro e, mesmo assim, continuar sendo escolhido.
No fim, amar é isso.
Ter coragem de deixar o coração sem armadura, sabendo que a vulnerabilidade não é o preço do amor.
É a sua maior prova.
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