Passamos a vida tentando acertar o caminho.
Queremos mapas, certezas, placas indicando a direção correta. Temos medo dos desvios, dos retornos, das ruas sem saída.
Mas a vida raramente respeita o roteiro.
Há momentos em que nos perdemos de um emprego, de um amor, de uma amizade, de uma versão de nós mesmos. Na hora, parece fracasso. Depois, entendemos que era apenas a vida ampliando nossos horizontes.
Quem nunca se perdeu dificilmente descobriu um lugar novo.
Os maiores encontros costumam acontecer longe do caminho planejado. É no desvio que encontramos pessoas inesperadas, talentos adormecidos, coragens desconhecidas.
Perder-se também é abandonar a ilusão de que controlamos tudo.
É admitir que nem sempre sabemos onde estamos, mas ainda assim continuar caminhando.
Porque o mapa mais importante não é o que evita os erros.
É o que nos permite seguir em frente, mesmo sem todas as respostas.
Você precisa se perder de vez em quando.
Não para desaparecer.
Mas para deixar para trás quem já não é.
Só assim haverá espaço para encontrar caminhos que jamais seriam vistos por quem insistisse em andar sempre pela mesma estrada.
No fim, talvez a vida não recompense quem nunca se perdeu.
Ela recompensa quem teve coragem de continuar caminhando até se encontrar de um jeito novo.
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