Houve uma época, não muito distante, em que políticos davam um pé de sapato antes da eleição, em troca do voto, e prometiam dar o outro, para completar o par, só depois da eleição – se fossem eleitos.
Foi o que fez o governador Jorginho nesta quarta-feira, em Tubarão, ao prometer que fará o projeto da ponte do canal da Barra de Laguna nesta gestão e, se ganhar, dará o outro pé, quer dizer, fará a construção da obra.
“Se der tudo certo” – emendou rapidamente um salvo-conduto, para o caso de se reeleger e, mais uma vez, não cumprir a promessa, como no caso do “mil vezes mais” que prometeu e não entregou aos tubaronenses.
O triste é que o projeto feito pela gestão do ex-governador Carlos Moisés previa uma ponte muito bonita, que seria um cartão-postal digno da beleza natural de Laguna. Mas Jorginho achou o projeto bonito demais, “faraônico”, nas palavras dele.
“Parecia a ponte da BR em Laguna”, disse, referindo-se à Ponte Anita Garibaldi, construída pela ex-presidente Dilma Rousseff quando Jorginho ainda subia no palanque do PT. Se temos aquela ponte linda na BR-101, devemos ao PT.
E parecia, sim, porque a ideia era justamente essa: homenagear o casal que fez Laguna ser conhecida no mundo todo, Giuseppe e Anita, com duas pontes imponentes e que atrairiam turistas e desenvolvimento para a região.
Jorginho deu a entender que desconhece a ideia original, ao dizer que está refazendo o projeto da ponte, para gastar menos. A beleza do projeto original? O desenvolvimento que traria para Laguna e as cidades ao redor? Nada disso importa.
Pensando pequeno deste jeito, tomara que este governo não construa um pontilhão de madeira naquele local. Só para concluir a história: no passado, depois da eleição, o eleitor que se vendia ficava com um pé de sapato, apenas.
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