Escrevi aqui, há duas semanas, sobre uma pesquisa que mostrava as maiores preocupações do eleitor brasileiro, feita pelo Quaest. A violência é a maior delas, com 33%, mais que o dobro da preocupação com a economia, com 15%. Saúde e corrupção preocupam 14% dos eleitores, seguidas por problemas sociais (12%), educação (7%) e outras preocupações (5%).
O instituto perguntou a eleitores catarinenses qual o principal problema do estado, e constatou que o maior deles é a saúde (25%), também mais que o dobro do segundo maior problema, a infraestrutura (12%). A preocupação com a violência aparece apenas em terceiro lugar, com 11%, justamente uma das pautas que mais elegeu bolsonaristas fazendo arminha.
Depois vem a preocupação com a educação (8%), com as enchentes (7%), a economia (7%), pobreza/desigualdade (3%), trânsito/transporte público (3%), corrupção (2%), desemprego (1%) e outros (8%). Também apareceram 2% que não se preocupam com nenhum problema e 11% não souberam dizer qual o maior problema ou não responderam.
Chama a atenção um certo enfraquecimento do bolsonarismo como fator decisivo para que um candidato seja eleito. O instituto ouviu dos pesquisados que 43% preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro, 38% querem um governador independente, 16% preferem que o governador seja aliado de Lula, e 3% não sabem ou não responderam.
Ainda, 31% disseram que o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a chance de votar em um candidato, 45% disseram que não muda nada e 21% responderam que diminui a chance de votar no candidato. Levando em conta que Bolsonaro pai obteve quase 70% dos votos em 2022, é relevante o fato de que uma boa parcela de catarinenses esteja menos alinhada ao clã.
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