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Parceria com a K2 é desastrosa para o Peixe

03/08/2021 17h37

Em 2018 o Tubarão estava no auge da parceria com a K2, quando chegou a ser notícia no país inteiro ao enfrentar o Athletico de igual para igual naquele jogo épico no Paraná, que terminou 5x4 para eles. A torcida estava otimista com a promessa de que o time chegaria à serie B do Campeonato Brasileiro em 2025. Nem se atentou a um grande problema que eu, como jornalista, trouxe em primeira mão ao público: o Tubarão tinha apenas 1% da parceria formada com a K2, que detinha os outros 99%.


Com esse percentual, o clube sairia muito enfraquecido, sem dinheiro algum em caixa, quando a parceria com a K2 fosse rompida. Assim que publiquei o texto, no Diário do Sul, não faltaram torcedores fanáticos para me xingar. Pois a parceria não chegou ao fim ainda e o clube luta hoje para não cair para a terceira divisão do Campeonato Catarinense, com o risco de mais uma vez fechar as portas. Se a K2 sair do negócio, o que o Tubarão lucrou com isso? Quanto sobrou em caixa dessa parceria desastrosa?


Só uma negociação envolvendo o goleiro Jandrei para o futebol italiano renderia ao Tubarão R$ 4,5 milhões à época. Desse valor, o clube ficaria apenas com R$ 45 mil, e a K2 com R$ 4,4 milhões. Esse negócio acabou não dando certo, mas deu uma mostra de como o contrato era muito bom apenas para um lado, o da K2. Só esse jogador renderia cerca de um terço do valor que foi vendido o estádio Anibal Costa, do Hercílio Luz, no mesmo ano: R$ 12 milhões, mas o clube não ficaria com quase nada.


Respondendo às críticas, então, citei o exemplo do Grêmio Barueri, que chegou à série A do Campeonato Brasileiro, disputou a Copa Sul-Americana, e fez a prefeitura local construir a Arena Barueri, para 30 mil pessoas. Até que o grupo investidor brigou com a prefeitura, foi embora, mudou o nome para Grêmio Prudente, e iniciou uma série de descensos. Depois, voltou para Barueri e terminou caindo para a quarta divisão paulista, quando fechou as portas, levando um triste 10 x 0 no último jogo.


Precisei explicar o óbvio na época, e reforço: não torço contra a minha cidade. Justamente por querer o clube fortalecido é que eu trouxe à tona essa aberração que era o contrato, que deveria ter sido renegociado e rendido frutos ao clube quando entrou algum dinheiro das vendas dos jogadores aqui revelados. Agora é tarde para chorar o leite derramado. Resta apenas aprender com mais uma dura lição e ficarmos mais atentos com o que fazem com os nossos times, de bom e de ruim.

LÚCIO FLÁVIO
Lúcio Flávio de Oliveira
Diretor de Redação do Sul Agora. Lúcio Flávio é formado em Comunicação Social (Jornalismo) e Direito pela Unisul e tem MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
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