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BLOGS E COLUNAS

Como a imprensa devia ser, para os negacionistas

21/06/2021 14h18

Reconheço. Dou a mão à palmatória. Os bolsonaristas têm razão quando dizem que nós, da imprensa, nos interessamos só por notícia ruim, e isso explica (para eles) o motivo dessa perseguição toda ao seu messias, ao mito, ao enviado por Deus para tirar esse país da beira do abismo, dando um passo à frente.


Verdade. Fui pesquisar e vi que não é de agora. Há muito tempo a imprensa dá destaque somente ao lado ruim das tragédias (e tragédia tem um lado bom?). Não é só agora, quando a imprensa insiste em dar ênfase ao mais de meio milhão de mortos e não destaca o número de recuperados da covid.


Essa mesma Rede Vírus de Televisão deu grande destaque aos quase três mil mortos no atentado às torres gêmeas, e aos seis mil feridos, mas nunca mencionou que trabalhavam lá cerca de 50 mil pessoas. Por que omitiram que mais de 40 mil pessoas se salvaram? Certamente porque não dá ibope!


Essa Globolixo teria feito até série no Globoplay se tivesse transmitido o naufrágio do Titanic. Falaria dos 1.500 mortos em cada telejornal, mas não mencionaria que 700 pessoas sobreviveram, e pegaram no máximo uma gripezinha, por causa do mar congelante, e era só tomar cloroquina, no tocante a isso daí.


A extrema-imprensa, com seus jornalistas formados por professores comunistas, todos fumando maconha nas universidades, iria à loucura com os 140 mil mortos em Hiroshima, mas não daria uma única linha para os mais de 200 mil sobreviventes. Morreram 140 mil, e daí? Todos iriam morrer um dia.


Notícia ruim é que vende jornal. Na queda do avião da Chapecoense deram muito mais destaque aos 71 que morreram, do que aos seis que sobreviveram. É como diz o capitão, o meu político de estimação: ainda bem que acabou a teta e hoje tem as redes sociais, pra gente se informar! Mi-to! Mi-to!

LÚCIO FLÁVIO
Lúcio Flávio de Oliveira
Diretor de Redação do Sul Agora. Lúcio Flávio é formado em Comunicação Social (Jornalismo) e Direito pela Unisul e tem MBA em Gestão Empresarial pela FGV.
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