Ele também recebeu pena por sequestro e ocultação de cadáver. Crime foi no Oeste de SC
Valmir Rodrigo Pegoraro, de 41 anos, foi condenado a 71 anos de prisão em regime fechado por matar a própria filha, Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, de apenas 1 ano e 8 meses, em um crime que chocou Santa Catarina.
O julgamento ocorreu nesta sexta-feira (10), no Fórum da Comarca de Ponte Serrada, no Oeste, e durou mais de 13 horas.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses do Ministério Público de Santa Catarina e condenou o réu por feminicídio, com três causas de aumento de pena, além de sequestro qualificado e ocultação de cadáver.
O crime aconteceu em 25 de maio de 2025, após uma discussão entre o homem e a companheira, na zona rural de Abelardo Luz, onde a família residia.
Segundo a investigação, ao perceber que a mulher pretendia se separar, o homem pegou a criança com o pretexto de brincar e fugiu em direção a uma área de mata.
De acordo com o Ministério Público, ele atravessou o rio Chapecozinho e seguiu até um local de difícil acesso, já no município de Vargeão, onde matou a filha por asfixia com uma corda.
Ainda no mesmo dia, o homem ligou para familiares e confessou o crime.
Ele se entregou à polícia horas depois, enquanto equipes realizavam buscas na região. O corpo da criança foi localizado na manhã seguinte.
Durante o julgamento, a acusação destacou a gravidade e a crueldade do crime, apontando que o réu agiu com frieza e desprezo.
Os jurados reconheceram as agravantes de a vítima ser menor de 14 anos e de o crime ter sido cometido com recurso que impossibilitou a defesa.
Somente pelo feminicídio, a pena fixada foi de 60 anos de prisão. Pelo sequestro qualificado, foram aplicados mais oito anos, e pela ocultação de cadáver, três anos, além de multa.
O réu já possuía condenações anteriores por violência doméstica, incluindo lesão corporal, ameaça e porte ilegal de arma de fogo.
A prisão preventiva foi mantida e ele não poderá recorrer em liberdade, devendo iniciar o cumprimento da pena imediatamente.
Familiares da vítima acompanharam o julgamento e manifestaram emoção após a sentença, destacando a sensação de justiça com a condenação.
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