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SEGURANÇA
07/03/2026 06h06

Padrasto é preso por estuprar enteada desde os 9 anos; mãe também é detida por omissão

O caso veio à tona após professoras da adolescente a encontrarem chorando no banheiro da escola

A Polícia Civil prendeu, na tarde desta sexta-feira (6), um homem e uma mulher suspeitos de envolvimento em crimes de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos, em Grão-Pará.

O homem é padrasto da vítima e autor dos abusos, enquanto a mãe foi detida por omissão e conivência.

A operação, realizada pela Delegacia de Polícia Civil com apoio da Polícia Militar, cumpriu mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. 

Segundo a investigação, a violência sexual era praticada de forma repetida desde que a menina tinha apenas nove anos de idade.

Socorro na escola e investigação

O caso veio à tona após professoras encontrarem a adolescente chorando em estado de desespero no banheiro da unidade escolar, detalhou a polícia. 

Aos prantos, a menina relatou que não queria voltar para casa.

A investigação, conduzida pela delegada Jucinês Dilcinéia Ferreira, revelou detalhes sobre a rotina da vítima. 

O episódio mais recente aconteceu na última terça-feira, 3 de março, quando o padrasto teria trancado a residência e escondido as chaves para impedir que a jovem fugisse, consumando o crime.

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A Polícia Civil reuniu provas de que a mãe da adolescente sabia dos abusos. 

De acordo com os relatos colhidos, a mulher foi informada sobre o crime em diversas ocasiões, mas ignorava as denúncias, chamava a filha de mentirosa e chegava a agredi-la fisicamente como castigo por relatar a violência.

"O laudo pericial constatou a presença de ruptura himenal antiga, o que corrobora a narrativa de que a violência sexual ocorria de forma sistemática há anos", informou a Polícia Civil.

Fuga e histórico de violência

A investigação descobriu que a família já havia passado por Chapecó, onde dois boletins de ocorrência sobre os mesmos fatos chegaram a ser registrados. 

De acordo com a polícia, na época, porém, nada foi resolvido porque a família fugiu da cidade. Para a polícia, a mudança foi uma estratégia da mãe para proteger o agressor e manter o ciclo de violência.

"A atuação célere das diligências foi fundamental para a rápida colheita de provas e elucidação da dinâmica dos fatos", destacou a delegada, ressaltando o trabalho do agente Adriano Heidemann na unidade de Grão-Pará.

Diante do risco à integridade da menor, a polícia representou pela prisão preventiva do casal. O pedido teve parecer favorável do Ministério Público e foi aceito pelo Poder Judiciário.

Após os procedimentos legais, o padrasto e a mãe foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. A adolescente está sob proteção.

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