Há sonhos que, de tão intensos, transbordam.
Não cabem no peito.
Não respeitam o medo.
Não pedem licença à razão.
Eles escorrem pelos olhos quando a gente fala sobre eles. Aparecem no sorriso distraído. Tiram o sono. Fazem planos enquanto a vida ainda está ocupada dizendo: calma, não é a hora.
Mas sonho intenso não entende de relógio.
Ele pulsa.
Há sonhos que começam pequenos, quase tímidos. Uma ideia. Uma vontade. Um “quem sabe um dia…”. E, quando percebemos, já estamos reorganizando a vida inteira para caber aquilo que nasceu dentro da gente.
Ou talvez seja o contrário.
Talvez sejamos nós que precisamos crescer para caber no tamanho do nosso sonho.
Porque alguns sonhos não vêm apenas para ser realizados.
Vêm para nos transformar.
E quando um sonho transborda, não adianta tentar enxugar.
É preciso abrir caminho.
Deixar correr.
Porque, às vezes, aquilo que chamamos de sonho é a vida avisando:
— Já está na hora de você viver aquilo que nasceu para ser.
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