Servidor é acusado de facilitar entrada de aparelhos no sistema prisional em troca de vantagens
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou na manhã desta quinta-feira (19) a operação “Cavalo de Tróia”, em Criciúma.
A ação ocorre em apoio a uma investigação conduzida pela 15ª Promotoria de Justiça do município e apura suspeitas de crimes dentro do sistema prisional.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo um em unidade prisional e outros em endereços ligados a um servidor terceirizado, que também teve o afastamento das funções determinado pela Justiça.
Segundo o Gaeco, o servidor é investigado por ter repassado informações sigilosas obtidas no exercício da função, além de possível descumprimento de deveres ligados ao cargo.
Além disso, a investigação visa à possível prática de corrupção, com a oferta de vantagens indevidas para facilitar a entrada de celulares no sistema prisional.
Durante as diligências, materiais considerados importantes para o caso foram apreendidos e direcionados à Polícia Científica, que será responsável pela análise pericial.
A partir dos resultados, o Gaeco deve dar continuidade às investigações, com o objetivo de identificar outros envolvidos e verificar a existência de uma possível organização criminosa.
O caso segue em sigilo e novas informações devem ser divulgadas de acordo com o andamento do processo.
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