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SEGURANÇA
19/11/2025 13h55

Gaeco cumpre mandados em Laguna e Pescaria Brava em operação contra facção

Ação mira organização criminosa que atua dentro e fora de presídios catarinenses; mandados foram cumpridos em 12 cidades

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e o Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (Gefac) do Ministério Público de Santa Catarina cumpriram, na manhã desta quarta-feira (19), mandados em Laguna e Pescaria Brava durante a Operação “Intramuros”, que apura a atuação de uma facção criminosa com comando a partir de dentro de unidades prisionais do estado.


A ofensiva ocorreu em apoio a um Procedimento Investigatório Criminal da 3ª Promotoria de Justiça de Curitibanos e fez parte de uma ação coordenada em 12 municípios catarinenses.


Ao todo, foram expedidos 8 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão pela Vara Estadual das Organizações Criminosas. 


As ordens foram direcionadas a suspeitos de integrar a facção investigada. Entre as cidades-alvo estiveram Laguna e Pescaria Brava, além de Lages, São Joaquim, Videira, Rio do Sul, Palhoça, Santa Cecília, Correia Pinto e São Cristóvão do Sul.

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Durante o cumprimento das diligências, houve cinco prisões em flagrante: uma por organização criminosa e lavagem de capitais, três por porte de drogas e uma por porte ilegal de arma de fogo.


A operação busca desarticular a atuação do grupo, que teria ramificações em Lages e em outros municípios. A investigação teve apoio da Inteligência da Polícia Penal, que identificou o uso ilegal de celulares dentro de presídios como instrumento para a coordenação de crimes como tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro.


A força-tarefa contou também com o Departamento de Polícia Penal, por meio da Diretoria de Segurança e Operações, para reforçar a coleta de elementos e aprofundar a apuração.


Origem do nome


“Intramuros” faz referência ao fato de que os principais investigados estariam comandando atividades criminosas de dentro de unidades prisionais, com apoio de comparsas em liberdade.


Materiais apreendidos nas diligências serão analisados pela Polícia Científica, que emitirá laudos periciais. O Gaeco utilizará essas evidências para identificar outros possíveis envolvidos e dar sequência às investigações sobre a estrutura da organização.


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